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Pressentimento, simpatia, sonho premonitório

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Vira e mexe alguém me pergunta se eu tinha o pressentimento de estar grávida e depois se era menino ou menina. Eu nunca sabia o que responder. Mas, agora, depois de quase um ano eu vejo que sim: eu tinha o pressentimento e achava que teria um menino. Mas aí fica a dúvida porque eu não sei se era pressentimento ou vontade de ser mãe de menino. rsrsrs

Na época eu deveria ter feito bolão como alguns amigos tinham me dito porque só eu o marido e mais um parente achavam que eu teria um menino. O restante achava que eu teria uma menina, “porque eu tinha cara de mãe de menina”, “porque tinham sonhado que era menina”, e porque a simpatia da agulha* disse que seria uma menina. Teríamos ganhado uma ‘bolada’. Kkkk

Enfim, lá pela…não lembro qual semana (#maesemmemória #maerelapsa #menasmain) o ultrassom nos apontou 75% de chance de ser menino. Já comemorei \o/, mas esperei a próxima ultrassonografia para ter 100% de certeza. E então veio a confirmação do meu pressentimento e também do meu desejo que sempre foi ser mãe de menino.

Saí do exame mandando mensagem no celular de todo mundo para contar a novidade. Ouvi tanto que teria uma menina (e também teve o quesito simpatia kkkkkkkkkk) que já tinha quase me convencido disso. rsrsrs

Uma coisa interessante que gosto de contar para quem me faz essas perguntas ainda hoje é que a minha sogra, uma semana antes, virou para mim e para o marido (na época namorado) e disse: “Sonhei com bebê essa noite. Quando sonho isso tem alguém próximo que está grávida”. Na época achei que tinha sido um comentário direcionado a…mim, óbvio.

No dia seguinte (uma segundona) fomos jantar no shopping e falei sobre o comentário. Ele disse “O pior é que quando ela sonha sempre tem alguém grávida mesmo. Da última vez foi minha prima”. Continuei comendo e pensei que aquilo não tinha passado de um recado direcionado para mim.

Uma semana depois tcharãn. Na hora lembrei dela falando do sonho. Coincidência? Sonho premonitório? Ui.

*Você deve passar uma linha na agulha e segurar na ponta da linha deixando a agulha posicionada em cima (sem encostar) na palma da gestante. Se ela fizer movimentos redondos será uma menina. Se o movimento for de vai e vem será um menino.

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Minha mãe já dizia e eu achava chato 2

Minha mãe (e pai) dizia que de um dia para o outro os filhos crescem. Eu ficava pensando “Aiii de um dia para o outro nada. Anos e mais anos. Já não sou criança há tanto tempo e bla bla bla”. Sempre naquele tom audacioso de piveta infantil egoísta que acha que entende muito da vida e que na verdade não sabe nada. Mas, tudo bem. A vida ensina (e em alguns momentos te coloca pra ajoelhar no milho kkkkkkk).

A cada dia percebo menos de bebê no Pedro e mais de criança. Por conta da prematuridade todo o desenvolvimento dele tem sido mais lento se comparado com uma criança nascida no tempo normal (38-40 semanas de gestação). Porém, devagarzinho (ou nem tanto assim) ele tem mostrado que em pouco tempo não teremos mais um bebê em casa. Mas, um menino. Um sapeca. Um curioso ligado no 220v!

Nas últimas duas semanas essa transformação chamou mais minha atenção. Comecei a perceber que enquanto mama ele não cabe mais confortavelmente no colo. Suas pernas ficam pra fora do colo e se estou na poltrona os pezinhos ficam empurrando o braço dela. Tá comprido meu menino. Escuto isso dos outros e faço as contas que me apontam um crescimento de 34 cm desde o nascimento. Caramba…mais que uma régua em um ano. Simulei com as mãos menos 30 e poucos centímetros em cima do corpinho dele e “Meu Deus como ele nasceu pequeno”. Ainda me surpreendo…incrível! rs

Outro indício é que o dentinho despontou. No fim da semana passada era só um pontinho branco perceptível só pra mim com olhar biônico de mãe. Entretanto, ontem de manhã ele abriu o sorriso habitual de quando vou pegá-lo no berço e tcharan: temos um dentão. Agora está lá para quem quiser ver. Uma semaninha só…

Pedro também começou a reclamar com sílabas. Fica bravo e diz “dá-dá-dá-dá” com entonação de “não estou gostando nadinha disso”. Não me seguro e rio da carinha dele, da sobrancelha franzida, da audácia de reclamar ainda tão novinho.

Ele também aprendeu a comer o biscoito de polvilho inteiro. Antes o finalzinho ficava preso dentro da mãozinha, ele choramingava e nós tínhamos que terminar de dar o biscoito para ele. Até que um belo dia dei o biscoito e fui terminar de lavar a louça. Quando olhei de volta percebi que não tinha nenhum pedacinho caído no cadeirão, nem embaixo dele, nem entre as perninhas. “Ué, você comeu tudo filho?”. Fiquei naquela dúvida. Dei outro e observei. Pois é…Pedro aprendeu a abrir a mão e enfiar o restinho na boca. Assim, de um dia para o outro. Orgulho!

A prova mais linda (será?) de que tenho um moço em casa é que agora quando está de barriga para baixo começou a enfiar a carinha no colchão/tapete, dobrar a perninha, levantar o bumbum e se arrastar pra frente. Siiimmmmm….um treino para engatinhar! É muito amor para o meu coração, gente.

Ah, e como pude esquecer: Pedro bate palma agora. Faz até barulho. Clap Clap clap várias vezes por dia, hora, meia hora. E eu que não sou boba passo o dia cantando “parabéns pra você, nesta data querida…”. kkkkkkkkkkk

Daí que…outro dia nasceu o Pedro e agora ele vai fazer um ano. “Mar géntem” o que foi que aconteceu que ele cresceu de um dia para o outro? Taí…minha mãe bem que dizia e eu achava chato! Kkkkkkkkkkk

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“Filho vai com calma que a mamãe ainda está se acostumando com essa coisa de te ver grande!”

Ter filhos é assim: um exame Beta HCG diz que você está gravidíssima. Daí você passa um tempinho sentindo mal estar, engorda, fica com barrigão. De repente ele nasce e no outro dia já está por aí batendo palminha e espalhando fofura. Eu e o Pedro vamos fazer um ano no próximo mês gente. Como pode? Foi muito rápido esse último ano. Tá, péra. Um parêntese aqui. O que foi ruim passou devagar que eu achei que nunca fosse terminar. Mas, o que foi bom…ah…isso passou muito rápido!!

Pedro está um menino. Observo a cada dia que ele perde suas características de bebê e ganha mais de criança sapeca. Ele ainda está bem abaixo da linha de crescimento e peso se comparado com uma criança nascida no tempo certo. Eu como mãe por vezes me pego aflita pensando que ele precisa crescer mais, engordar mais, fazer isto e mais aquilo logo. Então, me lembro de que é preciso esperar. Esperar o tempo dele. Esperar que ele esteja pronto. Preciso conter minha ansiedade e compreender que com o Pedro o tempo corre numa velocidade diferente.

É lindo, algo sublime mesmo, ver as conquistas dele. Outro dia quase chorei por vê-lo de pé segurando na poltrona com auxílio da fisio. De quebra uma olhada para trás e um sorriso enorme direcionado para mim. Vi nisso uma amostra de como será o ensaio para os primeiros passos. Me emocionei ao imaginar meu Pequeno ganhando autonomia e fazendo algo que em dias corriqueiros não damos valor: andar. (lembrando que esse era um risco real no caso dele).

Há quase um ano nascia o Pedro. Saiu de mim chorando baixinho, na altura permitida pelos seus pulmões prematuros, mas alto o suficiente para expressar que ele queria vida tanto quanto eu o queria vivo! Quando nasceu escorregadio, macio e quente, ele era um estranho completo para mim. Mas, hoje…hoje ele é o meu coração todo! De desconhecido só sobrou o desafio da maternidade. Como se fosse só…

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Coisas que eu nunca vou esquecer

Da sensação de quando vi POSITIVO no exame de gravidez;

Da risada do seu pai quando contei a ele que estava grávida;

De quando descobri que estava grávida de um menino;

Da primeira vez que te vi (dia do nascimento), te peguei no colo (um mês e meio depois) e te amamentei (dois meses);

De quando vi seu berço montado;

De quando teve alta da UTI;

Do seu sorriso quando está quase dormindo e abre os olhos só um pouquinho para me ver;

Do seu bom humor matinal;

Da sua mania de dar uma tossidinha para chamar atenção;

Da delícia que é ficar com você no colo enroladinho no cobertor;

Da sua gargalhada;

De como é gostoso cochilar com você;

Do seu cheiro de bebê;

Da sua pele macia;

Das suas bochechas gordas que eu mordo;

De você agitando as perninhas e bracinhos enquanto “conversamos”;

Da sua feição quando está com fome e eu coloco a mamadeira na sua boca. Que carinha de satisfação! Chega até a fechar os olhinhos;

Da sua nova mania de pegar meu nariz quando estamos na minha cama. É tipo um despertador de mãe;

Da delícia e dão desafio que é ser mãe.

E de que: “A baby is a miracle sent from above, a tiny package all wrapped up in love,  with ten tiny fingers and ten tiny toes, and sweet little cheeks and a cute button nose” – Unknow

Português: “Um bebê é um milagre enviado de cima, um pequeno pacote embrulhado em amor, com dez dedinhos minúsculos nas mãos e dez dedinhos nos pés, e bochechinhas deliciosas e um botão fofo como nariz” – Autor desconhecido

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Dentinho

E o dia tão esperado chegou. Pedro as vésperas de completar 11 meses ganhou um dente. Ainda está tímido, uma pontinha branca na gengivinha inchada e vermelha. Mas, sim: temos um dente!

Acho que toda mãe tem dentro da cabeça maluca bagunçada cansada fases marcantes do bebê. Ficamos imaginando como será, quem estará conosco, como vamos agir e tudo mais. No meu caso um dos momentos que sempre rondou meus pensamentos de mãe era o nascimento do primeiro dente. Depois o nascimento do segundo, e por fim os dois de cima que configuram nosso bebê como um coelhinho! Rsrs

O fato é que no domingo o Pedro acordou com um dentinho embaixo, do lado direito. Ah, gente eu olhei para ele e como sempre ele abriu aquele sorriso banguela…não! Wait! Um pontinho banco! Eu vi ou será uma ilusão?? Sim, tinha um pontinho banco naquela gengiva inchada e vermelhinha. Liguei pro marido para contar a novidade, mandei algumas mensagens de texto e comemorei com o Pedro.

Por que tanta emoção? Meus olhos marejaram, mas juro que me contive e não derrubei nenhuma lágrima porque estou tentando parar com essa coisa melosa de chorar até com comercial de margarina.

Um moço. Meu filho está ficando um moço!

Ps: teremos que esperar o dentinho virar dentão para termos o registro em foto. Por enquanto, só o olho clínico de mãe consegue vislumbrar! rsrsrs

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Errando. Acertando. Amando. Ponto.

Eu acompanho alguns blogs sobre maternidade e infância e em quase todos há textos sobre a experiência dos primeiros dias com o bebê.  NENHUM relato diz “Ah, foi super fácil”; “Tirei de letra”; “Sabia exatamente o que fazer”; “Não chorei junto com o meu bebê”; “Nunca me senti sozinha com meu filho recém-nascido”. E sabe por que não lemos isso? Porque o começo é muito difícil mesmo.

Outro dia comecei a pensar como foi comigo e com o Pedro. Engraçado: eu não lembro de muita coisa. Tive que perguntar ao marido alguns detalhes que simplesmente sumiram da minha memória. Isso por si só já é um indício de que os dias devem ter sido…corridos confusos estranhos ou tudo isso junto.

Uma boa parte dessa loucura realidade se explica pela mudança hormonal drástica que acontece depois do parto. E a o restante se explica pela insanidade  condição materna. Depois de nove meses de barrigão estamos ali diante daquele pacotinho que depende da gente para tudo. E esse “depende da gente pra tudo” é o terror!!!

Até o bebê nascer você é a fulana de tal grávida. Mesmo com muitos afazeres (trabalho, casa, marido, amigos, família) você continua sendo só você. Consegue ir e vir (depende de quantas semanas está), comer (idem), dormir (idem2), sair com os amigos (idem 3)…mas, depois do parto…a vida muda pra sempre. E você também!

Pode ter soado como exagero essa minha última frase, porém é a mais pura verdade. Experiência própria e observada em muitas mulheres da minha vida pessoal e virtual. Mea (SIC) gente como é comum ler histórias e relatos de mulheres que simplesmente abilolaram, surtaram, enlouqueceram, deprimiram depois do parto. Eu fui uma. Só mais uma dentre tantas.

Cada história é diferente até porque somos todos seres peculiares, certo? Mas, em um ponto elas se encontram: a mudança radical que é se tornar mãe. Mesmo mulheres que se organizaram e programaram para ter filhos comentam ter sofrido muito porque se tornar mãe vai muito além do parir. Ser mãe é doação. Ser mãe é ter uma parte de você vivendo fora do seu corpo. Ser mãe é viver o amor incondicional. Ser mãe é se transformar em leoa, cozinheira, pediatra, nutricionista, organizadora de festa infantil, especialista em psicologia sem nunca ter ido à universidade. Ah, sim…e nos tornamos exageradas também. kkkk

Fiquei deprimida de verdade. Depressão pós-parto. Na época minha médica perguntou se eu não queria tomar alguma medicação que pudesse me fazer aguentar o tranco dos dias intermináveis na UTI. Um parêntese aqui. (Mais tarde viria saber que ela imagina que o Pedro não fosse sobreviver. Aliás, ela e muita gente. Mas, o Pedro está aí para mostrar que a medicina não sabe tudo). Fecha parêntese. Voltando ao assunto…

Eu optei por não tomar nada porque sabia que passaria para o leite e, tendo em vista o estado do Pedro, não queria que ele tivesse contato com mais alguma coisa que pudesse o atrapalhar. Preferi aguentar e deixá-lo bem longe de algo que não é natural (medicação). Já bastava anormalidade de estar fora do útero com apenas 25 semanas de gestação e todas as consequências disso.

Difícil? Difícil demais. Quase acabei com a minha sanidade (ou acabei?rs) e com o meu casamento. Penso ter feito certo pelo Pedro. Mas, sinto ter errado em ter postergado a minha recuperação porque depois da alta hospitalar sofri em casa com ele, comigo, com o marido. Sensação massacrante e que deixa feridas com casquinha sempre prontas a serem tiradas para recomeçar o sangramento.

Fuja disso! Suporte a tentação de arrancar a casca! Procure ajuda especializada se for necessário. Converse com os que estão próximo. E se você tem a impressão de que a depressão pós-parto é um tabu ainda…saiba que não é só impressão. É feio, é pecado ou é frescura de mulher fraca embora existam centenas de estudos científicos comprobatórios.

A sociedade te olha com cara de “você é um monstro” se você não consegue ao primeiro suspiro do filho “morrer de amor”. A sociedade te ensina desde menina que na maternidade tudo é perfeito e cheira a talco; que mãe não se cansa do choro do filho; que mãe tem que suportar tudo porque afinal “ela que escolheu isso”; “ela que tivesse pensado antes”; “ela que pariu Mateus que embale”.

Mas, querida leitora (ou leitor. Homens também leem isso aqui!), se você é mãe já sabe que tudo são fases. Passa. Um dia você se dá conta de que você não é mais a mesma linda mulher sem olheiras, de unhas impecáveis e cabelo espetacular que estava sempre disposta para baladas, viagens e aventuras. Mas, saiba: agora você é uma versão muito melhor de você mesma. Cabelos e unhas são quesitos estéticos passíveis de mudança. E um dia a beleza física, que é efêmera, deixa de ser importante. Já o caráter e o coração…

Tenho certeza que apesar de todos os perrengues que passou, sejam lá quais tenham sido, você é alguém muito melhor porque não há como se tornar mãe e sair ilesa sem nenhum aprendizado que te faça mais humana. Entenda, e nunca mais se esqueça disso, que você é perfeita mesmo com medo, com preguiça, descabelada ou estressada. A experiência da maternidade é absolutamente diferente, transformadora e complexa. Indefinível. E assim seguimos vivendo. Mudando de opinião. Errando. Acertando. Amando. Ponto.

força

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Combo de fofices

  • Nos dias frios pego o Pedro no berço e enrolo ele no cobertor. Enquanto mama ele pega a pontinha da coberta e começa a passar devagarzinho no rosto. E eu vejo no balãozinho imaginário em cima da cabeça dele? “Nhum que macio, mamãe!”.
  • Quando Pedro está com sono, e calmo, ADORO colocar ele deitado perto de mim e ficar brincando, conversando, fazendo carinho até ele dormir. Aos poucos ele vai ficando molinho, piscando devagar e quando vejo PLUFT está dormindo. Fico babando por um tempo. Olhando aquele rostinho redondo com nariz de batatinha. É muito amor, gente! Outro dia na tentativa de fazê-lo dormir o deitei na cama do lado do pai. Luzes apagadas, cobertinhas…Mas, ele não queria dormir. Virava para o lado do pai, esticava o bracinho e FOM…pegava no nariz. Virava de barriga para cima de novo e balbuciava algo olhando para o lustre. Uns 30 segundos e FOM no nariz do pai de novo. Tive que colocá-lo no berço porque isso se estenderia pela noite toda se deixasse…
  • Pedro está quase sentando sem apoio! E isso dá uma alegria que vocês não podem imaginar (assunto para um post). Ainda fica meio bambo, mas tá quase lá. Fica sentadinho e pega os pés. Olha pra um lado…para o outro. Pega os pés. Procura mais alguma coisa no ambiente . Se desconcentra e desequilibra. Fico devendo um vídeo que fiz dele em ação! rs