A importância de registrar os momentos

Me lembro de mim ainda bem pequena olhando as fotos da família. Era um ritual que eu gostava de repetir constantemente e sempre que possível pedia para alguém pegar a sacola cheia de álbuns que ficava guardada na parte alta de um guarda-roupa do meu quarto. OU seja, a salvo de crianças curiosas.

Não sei bem porque gostava de ver fotos minhas de quando era um bebê se nem fazia tanto tempo assim que eu havia deixado de ser um. Kkkkkkkkk Mas, o fato intrigante é que eu achava interessante saber como tinham acontecido tais e tais momentos. Tem um álbum do batizado da minha irmã, por exemplo. Quem me conhece sabe que ela é seis anos mais velha que eu e, sendo a minha mãe uma católica praticante, eu não fui ao batizado dela que aconteceu pouco tempo após o nascimento! Mas, o registro está lá e eu pude ver minha avó novinha de tudo em um elegante vestido, vi o churrascão que rolou no quintal depois da cerimônia e constatei que ele estava lo-ta-do de amigos dos meus pais.

Me dava (ainda dá) uma ótima sensação rever os registros das viagens para a praia em que eu era uma menininha de maio da Hello Kitty torrada de sol, lambuzada de sorvete e no maior estilo “farofeira”. Tem foto minha e da minha irmã brincando de casinha, de escolinha com as bonecas, de apresentações de dança, do nosso único cachorro, dos natais em família, das formaturas (desde o ensino infantil)… Quantas boas lembranças da minha infância estão eternizadas em fotografias.

Já adolescente eu me divertia em ver meu pai com calça boca de sino, camisa aberta, sandália de tiras de couro e os cabelos cumpridos!! Minha mãe com cinturinha de pilão e brincos coloridos de plástico era um pitelzinho, gente. Tá na cara porque ela conquistou o japa charmoso de Ray-ban! Kkkkkkk

Mas, tentando manter o foco desse post depois de me perder um pouco em todas essas linhas….

Acho que a fotografia eterniza os momentos para que a gente possa ver com outros olhos depois. O tempo, esse senhor de destinos, trata de aplicar uma espécie de filtro que embaça as imagens e assim deixa menos visível aquilo que não era tão bom. Não é?

É tão comum olharmos para as fotos e sentirmos aquele calorzinho no coração, né? Seria vontade de reviver? É como se no inspirar do ar entrasse pelas nossas narinas a atmosfera daquele momento. O cérebro, em suas infinitas sinapses neuronais, avisa que tem algo diferente acontecendo. Sobe um nó na garganta, um piscar de olhos mais rápido acontece, um sorriso nos lábios se forma…e lá vem: a gente se emociona!

Foi o que aconteceu ontem a noite quando sem querer achamos uns vídeos do Pedro com poucos meses de idade. Gente, e não é verdade que eu tive um recém-nascido? (tóim) Poxa vida fiquei tão emocionada de ver o Pedro tão bebezinho. Eu já não me lembrava mais, juro! Não lembrava do quanto ele era pequenininho, das expressões específicas da idade, das roupinhas que ele já perdeu há tempos, da casa quase móveis…

Novamente tive a mesma sensação a qual relatei lá no início do texto de quando pegava as fotos de um passado até recente e me interessava por rever os detalhes. Me emocionei mesmo. Me dei conta do quanto é importante registrar os momentos porque com o tempo, e nem precisa ser tanto assim, a gente se esquece das coisas, dos detalhes, da graça de cada instante, fase, estágio.

Preciso registrar a infância do Pedro, e a nossa família, para que no futuro ele possa ver como foram esses dias…e rir das nossas roupas, cabelos, carro, claro!

dentes

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