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Ser mãe é…

Além do “Pareço boa mãe” agora teremos a categoria “Ser mãe é”. A ideia surgiu depois que fiquei pensando nas situações inusitadas, engraçadas, catastróficas, melequentas pelas quais nós passamos depois de adentrar ao universo maternal!

Começo contando que hoje de manhã fui com o Pedro fazer uma triagem médica e enquanto esperava para ser atendida senti um quente no meu colo.

“Quente?!”

Levantei o Pedro do colo e…lá estava um molhado no meu colo: xixi! Sim, minha gente. A fralda vazou. Levantei com toda classe e disse “Ai meu Deus. Será que você tem um lugarzinho onde eu possa trocá-lo?”

Depois que a enfermeira fofa me levou até uma salinha eu, com aquela marquinha redonda de molhado na calça, disse: “Ai…que bom que foi foi só xixi, né?”

HAHAHAHAHA…

Ser mãe é sempre olhar o lado positivo da situação…mesmo quando melequenta.

xixi-nas-calcas

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O que foi que ele disse?

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Há algum tempo (um mês ou mais?) Pedro começou a treinar as sílabas. “Gu”; “angu”; “tititi”…vários barulhinhos em bebenês. Apesar dos estímulos virem de todos da família Pedro ficava mesmo era olhando com cara de curioso sem imitar nem uma palavrinha! Até que…

“Eu podia estar robâno (sic), eu podia estar matâno (sic)…”, mas estou aqui humildemente confidenciando que a primeira duplinha de sílabas que ele falou, e que tem significado para a família, foi :”Didi”. Com aquela boca fechadinha e os dentinhos aparecendo ele diz “Didi”: o apelido do meu cunhado. Pode gente? “Didi”.

Algumas pessoas me perguntaram se eu tinha a expectativa de que ele falasse primeiro ‘mamãe’. Juro que não. Eu sempre achei meio excesso, imposição, coisa chata esse negócio de ficar forçando a criança a falar tal coisa. E mais né: a criança fala primeiro o que é mais fácil para ela e também influenciada pela rotina que ela tem. Eu cogitava, por exemplo, que ele dissesse “vovó” antes de dizer “mamãe”. Afinal, ele passa o dia com a minha sogra que cuida e o ama enquanto eu estou no trabalho. Ou seja, sem grilo para mim. Ainda mais que meu cunhado é um tio super legal para o Pedro.

Já ouvimos algumas vezes uns “mãmãmã”. Mas, até então era sempre quando ele queria algo. Então, para gente não era um chamado por mim. Era apenas um resmungo.

No entanto, sábado passado eu estava lavando louça e o Pedro estava sentado no carrinho atrás de mim quando escuto “Mamã”. Olhei e ele estava olhando para mim. “Oi meu amor. É…eu sou a mamãe”. E ele sorriu.

Hoje de manhã aconteceu de novo. Enquanto eu dirigia até a minha sogra para deixá-lo eu ouvi “Mamã” e quando olhei pelo retrovisor aquela carinha redonda me olhava com um sorriso de 5 dentes!

Ai, gentchy! Derreti!!

Na terça-feira estava sentada com ele no sofá e ele começou a mexer na bolsa antiga dele (aquelas sacolas de bebê). Eu disse “A bolsa”. E ele repetiu “…olsa”. Com o mini dedo indicador apontou para a girafa estampada na bolsa. “A girafa, filho”. E ele novamente repetiu: “…afa”.

A primeira palavra que o meu sobrinho falou foi “arte”. E a do bebê de vocês, netos, sobrinhos?

 

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Pareço boa mãe, mas…

ando tão esquecida que não sei como ainda lembro meu nome!

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A situação tá feia! Ontem ao sair de um curso dei falta do casaco. Então,  voltei até a sala de aula para apanhá-lo. Não achei. Fui até a secretaria da escola para ver se tinham deixado por lá. Nada. Voltei a sala de novo para ver se tinha olhado direito. Nada. “Caramba!!!”, pensei. Descendo as escadas me dei conta que não tinha levado o casaco…tinha deixado pendurado na cadeira do trabalho! Oh, my God!

#descansoporfavor #aloucadocasaco #comofaz #aiaiai

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Feliz dia das mães!

beijo

As minhas amigas costumam me perguntar como é ser mãe. E eu, que vivo essa realidade há apenas 2 anos, costumo ter a reação de ficar uns segundos em silêncio e começar a explicação com um sorriso seguido da expressão “Então…”.

Bem, até a data de hoje a melhor definição que eu tenho para a maternidade é: “ser mãe é algo muito doido”. Quem me conhece sabe que eu sou contrária àquela filosofia da maternidade cor de rosa porque eu levei uma porrada na cara da realidade quando fiquei grávida e quando o Pedro nasceu.

Mas, não falo só por mim. Isso seria muito egocêntrico e pouquíssimo confiável. Bastante superficial. Construí esse pensamento pelo que vi e ouvi de outras tantas mulheres: casadas, solteiras, com um ou vários filhos. Mulheres que se preparam para ser mãe ou não. Mulheres que tiveram, ou não, um pai para a criança dela .

Gosto de dizer que a maternidade é algo visceral porque te toma de tal forma que te leva aos extremos do que existe de bom e mal. O bom é que vale a pena! Juro!! Porque não há nada melhor que o Pedro. Porque não há nada tão ruim que o sorriso, a alegria e o bem-estar estampado no rosto do Pedro não consiga mudar em mim.

Ele me irrita quando não come e faz birra. Me tira do sério quando não quer dormir. Sinto vontade de picar em mil pedacinhos às vezes e vivo exausta. Mas é ele e só ele que me transforma e me encoraja, que me faz superar limitações, além de me fazer rir, me trazer de volta a doçura e me conectar com Deus.

E tem mais: acredito que a maternidade/paternidade nos deixa mais maleáveis com as coisas do dia-a-dia. Por exemplo: aprendemos, às vezes depois de dar muito murro em ponta de faca, que é impossível deixar a casa arrumadinha, impecável, decorada como ela costumava ser antes dos filhos. Adaptamos o Art Déco para um “Contemporâneo Experimental”. RS

Mas, tem mais: a gente suporta melhor a sujeira. Calma! A sujeira da roupa deles, quero dizer. Quando o Pedro começou a rolar e a se arrastar pelo chão tive uma fase crítica. Me dava “siricutico” ver aquela roupa ficando encardida. Até que dei por mim que a camiseta encardida era a prova viva da evolução cognitiva e motora do meu filho. Relaxei. Ou não haveria roupa suficiente nas gavetas.

E com esses exemplos ‘mequetrefes’, mas bem comuns na vida das mães, quero mostrar que eles nos transformam em pessoas melhores. É uma mudança de si mesma sem volta. Deixamos para trás o local que sempre habitamos, o nosso conforto e partimos para o desconhecido. (Para um habitat selvagem eu diria! HAHAHAHA…)

O mais interessante, intrigante, recompensador é perceber nos pequenos detalhes do dia-a-dia que, na verdade, são os filhos que ensinam mais aos pais.

Não se engane caro amigo! Você acha que está ensinando bons modos, andar de bicicleta e matemática? Que nada! Eles é que estão te dando uma segunda chance de rever seus atos de cidadania, te obrigando a ter hábitos mais saudáveis e finalmente te fazendo aprender que a ordem dos fatores não altera o produto.

Por isso, eu digo que “a maternidade é algo muito doido”. ‘Pramódi” ilustrar isso TUDO que eu falei acompanhem meus grifos e comentários na definição do Dicionário Michaelis:

“doi.do
adj 1 Que perdeu o uso da razão; alienado, louco. 2 Exaltado, temerário. (quem nunca? kkkk) 3 Extravagante. 4 Insensato. 5 Extraordinariamente afetuoso: Doido por crianças. 6 Arrebatado, entusiasta: Doido por música. 7 Muito contente. (porque eles nos enlouquecem, mas nos fazem contentes!! Contraditório né?! kkkkk) 8 Oposto à razão, à moderação, à prudência (falando de coisas): Pensamento doido. Corrida doida. Antôn (acepção 4): sensato, prudente.”

FELIZ DIA DAS MÃES para quem é mamãe, para quem será no futuro e para quem é “mãetia”, “mãevó”; “mãeirmã”…

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Muitos aprendizados numa madrugada só

Atchim, o personagem da Disney que tem rinite! rsrsrsrs

Atchim, o personagem da Disney que tem rinite! rsrsrsrs

Eram 2h30 da madrugada quando o Pedro resmungou no berço. Levantei para pegá-lo e foi só encostar nele para saber: “tá com febre”.

Tirei o excesso de roupa e o termômetro digital confirmou o que o meu termômetro materno já sabia: febre. 38,5º. Corre pegar o remédio, criança chorando, os olhos ardendo de sono. Olha a dosagem certa na bula, dá o remédio, deita a criança na cama e…ela vomita. Hunf.

E agora? Dá mais? Dá outro? Dá banho? Acorda o pediatra de madrugada?

Enquanto você troca a roupa de cama reza a Deus pedindo uma luz, lembra-se de tudo o que leu sobre essas situações e aconselha a si mesma dizendo “Você é a mãe dele. O conhece melhor que ninguém. Acalme-se e pense. Siga seu instinto”.

Medico. Tento acalmá-lo, mas meu colo parece incômodo. Papai pega e o embala pela casa. Escuto silêncio. O balancinho nos braços fortes o acalma. O deito na minha cama e fico olhando, observando os sinais do corpinho, escutando a respiração. Penso “Como a vida é frágil. Como nosso corpo é forte e a natureza é sábia. Está tudo funcionando bem”.

Velando o sono do Pedro lembro da minha mãe. Vejo flashes dela e da minha irmã me colocando no banho morno, me fazendo compressa de água com álcool na testa. Lembro da luz do ‘abaujur’ acesa, o barulhinho da fralda de pano sendo torcida para repousar na minha fronte e servir de apoio ao antitérmico.

Sou inundada pelo amor. Me sinto abençoada por ter recebido cada compressa dessas. Me sinto feliz por poder cuidar do meu filho, viver essa troca de cuidados, saber que estou ali zelando sua vidinha provendo conforto e refúgio.

Ele estende o bracinho e segura na mão do pai buscando segurança e para ter certeza da presença. Se mexe um pouco, vira para saber se também estou ali e adormece. Fico emocionada pela cumplicidade deles. Adormecemos.