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O engatinhar

O ensaio começou há um mês…ou dois! Ele ficava na posição, mas nada de engatinhar. Se jogava no chão é ía se arrastando que era o jeito que ele tinha prática.

A primeira vez que ele ficou de 4 sozinho e deu umas 2 ou 3 engatinhadas eu, o pai e o irmã estávamos sentados no sofá e pudemos assistir a experiência de camarote. Eu fiquei emocionada, muito emocionada…tá eu dei uma choradinha de leve! Hehehe…Mas, de lá para cá Pedro só queria se arrastar ou andar com a gente segurando as duas mãozinhas.

Eu já até tinha me acostumado com a ideia de que ele não engatinharia. Eu e a fisioterapeuta dele tínhamos chegado a conclusão de que ele seria uma daquelas crianças que andam sem nunca terem passado pela fase do engatinhar. Confesso que fiquei desanimada porque sempre achei bonitinho demais bebês engatinhando. São tão fofinhos…tipo tartaruguinhas. E quando eles vão bem rapidinho? Nhóimm…(lado materno afloradíssimo nesse momento, notem!)

Bem, fato que no último mês comecei a perceber que ele estava ficando mais vezes na posição de engatinhar. Mas, nada. Até que no sábado minha irmã, madrinha dele, nos emprestou uma “joelheira” da Puket que tem antiderrapante e ajuda a criança a não escorregar tanto. Usamos umas duas vezes ainda sem um grande sucesso para contar. Até que na segunda a noite mãe, pai e irmão estavam sentandos novamente no sofá quando ele “pediu” para ir para chão. E advinhem?! Engatinhoooouuuuuuuuuu!!!!!! O pai o colocou no chão e ele foi atrás de um carrinho. Engatinhou a sala toda até lá.

ALEGRIA!!! Não, não é só isso: euforia! Alívio! Gratidão! Amor! Orgulho! É uma emoção difícil de descrever. É a realização de algo que muitos médicos, e pessoas, não acreditavam que chegaria a acontecer.

Pois bem, o dia chegou. Com ano e nove meses, 7 meses depois de começar a se arrastar, meu filho está engatinhando!!!

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Pedro, parabéns pela sua nova conquista! Você é a luz da minha vida. Mamãe te ama e a cada nova etapa você me ensina ainda mais sobre coragem, resiliência, amor e fé! Estou orgulhosa de você. Beijos, mamãe.

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Ser mãe é…

…sair correndo de casa carregando filho, bolsa, mochila, fechar a porta, chamar o elevador e então olhar o que estava incomodando no decote. E para provar que a maternidade nunca deixa de nos surpreender (e de nos pregar peças!) você vê o que??

Um controle remoto! Isso mesmo minha gente. Um con-tro-le  re-mo-to! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA…

Na pressa de sair peguei o menino no colo e todas as tralhas que nos acompanham numa simples saída de casa e nem percebi o que ele estava segurando. Já na frente do elevador a força para segurar ele + as tralhas me fez perceber que tinha alguma coisa fazendo pressão no meu peito. Foi então que avistei o controle remoto. TÓIM!!   HAHAHAHAHA…

Dei risada, voltei, abri a porta e deixei o acompanhante intruso sobre a mesa. Ai ai…

risada

 

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Sobre tabefe gratuito e perigos que a gente nem imagina

dente_de_leao

No fim de semana fomos ao mercado comprar algumas coisas que tinham acabado em casa. Era fim de tarde e eu já estava próximo a porta de saída quando um menino, de uns7/8 anos, se aproximou e PAF!…deu um tabefe na cabeça do Pedro que estava sentadinho naquelas cadeirinhas do carrinho de compras, sabe?! Assim…do nada.

Eu fiquei meio paralisada sem entender o que estava acontecendo. Pedro começou a chorar (tadinho, deve ter doído!) e eu empurrei o carrinho para o lado de fora. Peguei o Pedro no colo e vi o menino se aproximando de novo de nós já com o braço levantado para bater de novo.

Segurei/afastei o menino esticando o meu braço para ele não conseguir chegar perto. Fiquei preocupada dele continuar nos cercando, tentar bater no Pedro novamente e tentei nesses segundos pensar no que faria caso ele tentasse. Olhava em volta procurando os pais, os responsáveis dessa criança, mas não vi ninguém. O local estava cheio de gente, aquela muvuca de entra e sai de porta de shopping.

Por sorte meu marido estava próximo e afastou o menino também procurando quem estava, ou deveria estar, cuidando daquela criança. Foi tudo muito rápido, menos de 10 segundos. Eu fiquei angustiada e pensativa depois disso: pelo tapa, pela vulnerabilidade nossa e da criança que estava sozinha, pelos perigos que a gente nem imagina.

Essa situação toda me fez lembrar daqueles casos em que as pessoas foram agredidas na rua, do nada…Lembram daquele cozinheiro que foi esfaqueado num ponto de ônibus da Avenida Paulista, e daquele moço que levou um tacada de beisebol na Livraria Cultura?

Nós não estamos preparados para situações que fogem do comum. Quase sempre estamos desatentos principalmente em lugares que frequentamos rotineiramente. Bem…valeu a experiência para reforçar o conselho de que todo cuidado é pouco e de que a atenção deve ser constante.