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Feliz aniversário Pedro!

É dia de bolo, brigadeiro e guaraná!!

É dia de bolo, brigadeiro e guaraná!!

Pedro,

filho! Luz da minha vida! Hoje é o seu dia…dia que se repete todos os anos em forma de aniversário para lembrar a mim o presente que ganhei da vida. Você é riso, você é doçura, é parte de mim, é vida crescendo.

Na sua certidão de nascimento está escrito que eu te dei à luz, mas às vezes penso que foi você quem me trouxe LUZ!

Depois de você eu sou outra. Sou “mamãe”, seu colo. Às vezes o motivo da sua birra, outras seu consolo. Mas, uma coisa é fato: sou toda sua. Obrigada pela oportunidade de vivenciar a maternidade e estar ao seu lado nessa caminhada. Conte comigo que com muito orgulho aprendo a andar também.

Procuro palavras para desejar-lhes as melhores coisas da vida e declarar o amor que tenho por ti. Entretanto, por mais que me esforce, vejo meu empenho sendo ineficaz. Por isso, recorri aos grandes e colhi esse poema de Antero de Quental que diz um pouco do muito que eu gostaria te de dizer hoje.
Feliz 2 anos!
Te amo!
Com amor,

Mamãe.

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“Se há nesta vida um Deus para os acasos,
Que pela humanidade o bem reparte
Que te dê da fortuna a melhor parte
Que venturas te dê, sem lei nem prazos.

Eu, de alegrias tenho os olhos rasos
de lágrimas, ao vir brindar-te
Quando vejo que até para saudar-te,
As flores se debruçam sobre os vasos.

O meu brinde é sumário, curto e breve
Se o nome que se quer, quando se escreve
Move-se a pena com traços ideais.

Um anjo como tu, quando se brinda
Tem-se a missão cumprida e a festa finda
Quebra-se a taça e não se bebe mais”

“Soneto de Homenagem”, de Antero Quental

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Fizemos aniversário!

cupcake

Em junho o ‘Querido Pedro’ fez um ano e eu esqueci de comentar por aqui. Que desalmada essa autora que vos escreve!!! rs

Em 07/06/13 eu comecei esse blog de maneira tímida e sem qualquer intenção de ser lida por tantas pessoas. O primeiro post que publiquei foi esse aqui sobre o preconceito e as mães solteiras. Curiosamente, esse é o segundo texto que mais recebe acessos durante a semana, sabiam? Isso me mostra que o assunto é de interesse de muitas mulheres e que, provavelmente, muitas ainda devam sofrer com esse estigma que minimiza a responsabilidade da parte masculina na gravidez + criação.

E vocês vão me perguntar: Mas, Bia, e qual é o post mais acessado? Depende. Se estivermos falando daquele que ainda hoje é acessado mais vezes durante a semana é o “Pressentimento, simpatia, sonho premonitório”. Mas, os que tiveram mais acessos durante esse primeiro ano foram “A rotina do hospital e as amigas que ganhei” e “A última batatinha do saco! Sobre conquistas e orgulho de mim mesma”.

Olhando os números do painel de controle do blog eu penso que o Pedro deve ser realmente muito querido. Pois, vejo como as pessoas gostam de saber sobre as conquistas dele, as novas palavrinhas, os aprendizados. Além disso, me espanta e alegra perceber que vocês continuam lendo o blog mesmo ele sendo tão pessoal com escritos basicamente sobre a infância do meu filho e dos meus desafios perante a maternidade.

De vez enquando recebo e-mail de pessoas que nem nos conhecem, mas se identificam com o histórico de prematuridade ou com o tema daquele post e deixam sua opinião. É muito gratificante essa troca e o feedback de leitura. Para mim o ‘Querido Pedro’ deixou de ser apenas um diário e um espaço onde eu desabafo sobre o lado B da maternidade.

Gosto de vir aqui entreter, divertir, refletir, emocionar (por que não?) vocês. Nesse meio tempo já fomos matéria no Terra e compartilhados dezenas de vezes em páginas do Facebook. Por isso, quero dizer: Obrigada!

Top 10 desse 1º ano!

1 – O mundo não está tão moderninho: mãe solteira ainda sofre preconceito

2 – Ser mãe é…

3 – Irmão…uma das coisas boas da vida

4 – Obrigada Tia T.

5 – Sobre tabefe gratuito e perigos que a gente nem imagina

6 – Colo, dar ou não dar. Eis a questão

7 –  A dois dias de completar um ano: o relato de parto

8 – Afinal, hoje é sexta! Yeah!

9 – Mãe da minha mãe. Minha avó. Bisavó do Pedro

10 – O primeiro ano de vida

 Extras: 770 gramasA primeira vez que te vi; A mamãe e o Queen

 

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Aprendendo com as crianças

Eu sou muito feliz sendo mãe. O tempo todo? Não, of course. A maternidade tem um lado B bem grande. Mas, eu sou muito feliz por ter o Pedro como filho, por aprender tanto, por receber tanto amor dele e poder me doar. É sempre uma troca mútua e intensa a nossa relação de mãe e filho!

Penso muito sobre como ensinar, educar e, ao mesmo tempo, manter a espontaneidade do Pedro impondo limites. Oh, God! É desafio  para a vida toda. Acho que é uma eterna tentativa de acerto e erro. Vamos testando. Se dá certo ótimo! Se sai errado lá vamos nós queimar tutano para buscar uma nova forma.

Mas, a verdade que o dia a dia tem me mostrado é que os filhos ensinam muito ao pais. Talvez até mais. Quando temos filhos temos a chance de aprender tudo de novo, sabe? De ver a vida com outros olhos. De repensar se aquilo que temos como verdade absoluta é de fato nosso ou nos foi ensinado através dos anos.

Nesses quase dois anos de vidinha o Pedro me ensinou demais sobre paciência, resiliência, fé, amor, maternidade, responsabilidade, empoderamento, autoconfiança, humildade…tanta coisa. Mas, tanta. E ontem ele me ensinou mais.

Enquanto me afastava do portão da casa da minha sogra consegui ver o Pedro no colo do meu sogro. Acenei, mandei beijo, abanei as mãos fazendo tchau. De repente vi o rosto do Pedro se iluminar de alegria. Uma alegria esfuziante, uma animação expressada por sorrisos e bater de palmas. Foi então que percebi que ele olhava para o final da rua onde o caminhão de gás entrava tocando aquela musiquinha clássica conhecida por quem morou em bairros de periferia ou cidades pequenas.

Achei engraçada a cena. Dei risada do Pedro porque nunca vi alguém tão feliz com o caminhão do gás! Nem dona de casa com o almoço pela metade fica feliz daquele jeito! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fui trabalhar com a lembrança dele sorrindo e batendo palminhas. Por fim, aprendi mais uma: a vida é muito mais leve quando damos valor as pequeníssimas coisas do cotidiano. Se você aprende a ser feliz nas situações simples, não precisa de um grande acontecimento para se sentir animado.

Ah, e o seu bom humor (ou a falta dele) pode contagiar os outros! #ficadica

carinhas

“Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração” – Salmos 37:4

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Uma boa experiência de humanização

Semana passada fomos a um médico e chegando lá fomos muito bem recebidos pela secretária do consultório. Akemi é o nome dela.

Sentei com o Pedro na recepção e fiquei esperando a nossa vez. O médico atrasou um pouco e o Pedro começou a dar os primeiros sinais de irritação. Comecei a entretê-lo com o que tinha a minha volta e a Akemi começou a olhar para nós, fazer gracinha para o Pedro e logo já estávamos no balcão conversando com ela como se já tivéssemos nos visto muitas vezes.

Ela mostrou os carros para ele pela janela, pegou canetas e papel para desenhar com ele, fez barco chapéu e um menino de quimono em origami para o Pedro. Preciso dizer mais alguma coisa? Gente, ela fez origami para o meu filho que adora amassar papéis!! rs

Em questão de meia hora eu já sabia sobre como tinha sido a gestação dela, o casamento, a separação, a aprovação recente da filha em uma faculdade de arquitetura. Engraçado como nos damos bem logo de cara com algumas pessoas, né? Aquela história do santo bater. Fato é que me afeiçoei a senhora de 60 anos (dava no máximo 40, juro!), japonesa, maquiada e de colar de pérolas.

Saí de lá com a convicção de que humanização na saúde é, de fato, tudo! Ser atendida de forma respeitosa e atenciosa foi ótimo. Atendimento, aliás, que não foi apenas médico. Naqueles momentos em que estivemos no consultório fomos tratados com carinho, cuidado e prudência já que antes de entrar no consultório ela avisou o médico sobre o medo que o Pedro criou de pessoas com jaleco branco (exceto Tia Tammi). O doutor, por sua vez, mais do que prontamente aceitou o aviso e nos aguardou com roupa comum.

Numa época com tão pouca humanização na saúde, encontrar quem faça origami é mais do que ouro!

Olha que gracinha o origami de menino de quimono!

Olha que gracinha o origami de menino de quimono!

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Preferências do Pedro – Aos 20 meses

galinha

Comidas

Biscoito de polvilho, bolacha (todas!), carne vermelha, pão, abóbora japonesa, bolo caseiro. Está super seletivo com fruta. É preciso muita criatividade, bom humor e paciência para ele comer um pouquinho de fruta.

Bebidas

Suco de laranja lima, Toddynho, café…adora café!! Dou pouquíssimo antes que me recriminem rsrsrsrs

Doces

Chocolate e bolo de aniversário.

Para dormir

Cobertores macios de microfibra. Geralmente ele abraça ou segura uma parte até pegar no sono.

Para brincar

Carrinhos, livros, bola. Tem loucura por chave. Principalmente a do carro. Já tentamos dar outras, mas ele não se deixa enganar! rs

No banho

Adora brincar com os brinquedos de água, gosta de ficar sentado na banheira, dá gargalhada quando lavamos os pés o pescoço e as axilas

Desenho preferido

Peppa Pig

Músicas preferidas

O sapo não lava o pé, Corre cotia, Marcha soldado.

Começou a balbuciar, como se estivesse cantando, quando toca a música do Backyardigans, da Peppa e da Galinha Pintadinha. Chega a sair um “pó-pó” na parte “…A Galinha Pintadinha e o Galo Carijó. A galinha usa saia e o galo paletó. Pó pó pó pó…”

Aprendeu…

…a engatinhar. Vai para todos os lados! rs

…a apertar botões…do elevador, do controle remoto, do telefone…

…a falar mã-mã-mãe (mamãe), pá-pá-pá (papai), “uiiizz” (luz), “íítzzaaa (pizza), “ó” (para mostrar as coisas que acha interessante).

…as cores. Vermelho, azul, verde, amarelo. Pega os objetos das cores correspondentes quando solicitamos

…a apontar para pedir o que quer comer, beber.

…onde fica o nariz. Finalmente!!!! Ele sempre apontava a sobrancelha, a boca, o olho kkkkkkk

…a ficar sentado sozinho no carrinho (este aqui)

Diversos

Não gosta de ficar calçado

Adora passear. Se vê alguém chegando perto da porta já começa a gritar e engatinhar rápido. Tipo “Ei, volte aqui. Não me deixe para trás. Quero ir com você!”. kkkkkkkk

Viu um barco de verdade pela primeira vez