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Ser mãe é…

Além do “Pareço boa mãe” agora teremos a categoria “Ser mãe é”. A ideia surgiu depois que fiquei pensando nas situações inusitadas, engraçadas, catastróficas, melequentas pelas quais nós passamos depois de adentrar ao universo maternal!

Começo contando que hoje de manhã fui com o Pedro fazer uma triagem médica e enquanto esperava para ser atendida senti um quente no meu colo.

“Quente?!”

Levantei o Pedro do colo e…lá estava um molhado no meu colo: xixi! Sim, minha gente. A fralda vazou. Levantei com toda classe e disse “Ai meu Deus. Será que você tem um lugarzinho onde eu possa trocá-lo?”

Depois que a enfermeira fofa me levou até uma salinha eu, com aquela marquinha redonda de molhado na calça, disse: “Ai…que bom que foi foi só xixi, né?”

HAHAHAHAHA…

Ser mãe é sempre olhar o lado positivo da situação…mesmo quando melequenta.

xixi-nas-calcas

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Quanto tempo leva até ele fazer 18 anos mesmo?!

Eu não sei vocês, mas eu tenho me admiro com a rapidez do tempo.

Deixando de lado a ‘filosofia barata’ , da qual eu sou praticante, andei revendo umas fotos e vídeos do Pedro da época do hospital e também de quando eu ainda estava de licença maternidade.  Ai gente…quanto amor em imagens!! Fiquei surpresa em ver que eu já tive um filho recém nascido todo molinho e com aquele cheirinho inconfundível de bebê, que fazia caretas e barulhinhos de neném novinho. Oiiinnnn!!!

O Pedro tem um ano e meio e eu já sinto falta dele bebê. Imagina na Copa kkkkkk…Brincadeiras a parte: é só comigo ou outras mães/tias/avós também sofrem dessa nostalgia precoce? Porque gente, do jeito que vai mês que vem ele deve pedir a chave do carro para o pai! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fato é que eu me surpreendi com as fotos e vídeos dele no hospital e de como ele era pequeno e frágil e hoje é um menino serelepe e curioso. Arrumando as coisinhas dele que guardo como lembrança encontrei as roupinhas de prematuro. Olhei, e mesmo tendo vivido tudo aquilo, me peguei pensando “ele usava essas roupinhas e algumas ainda ficavam folgadas”.

Aqui no blog eu já escrevi (aqui) sobre as medidas do Pedro ao nascer, de como ele é o meu milagre, a maior e mais linda prova do amor de Deus por mim. Mas, como achei as roupinhas queria mostrar para vocês que não puderam conhecê-lo quando ele ainda era bem ‘pitico’ por conta da restrição às visitas.

Olhem só essas coisinhas…Ah, eu coloquei alguns objetos próximo das roupas para vocês conseguirem ter uma ideia de tamanho. Detalhes nas legendas.

 

body_dvd

Esse foi o primeiro body dele. Detalhe: um pouquinho maior que a capinha de um DVD.

 

macacao

Essa foi a primeira roupinha que ele vestiu na vida. Uns três dedos maior que um espetinho de churrasco!

 

SAMSUNG

Olha aqui a prova de que a roupa micro ficava grande! Punhos dobrados para as mãozinhas aparecerem. Fotografei para registrar a primeira vez que ele vestiu roupa na vida. Ele já tinha mais de dois meses de nascido.

 

Meinhas! Acredita que ficava largo?! As enfermeiras diminuíam a largura das meias com esparadrapo para as elas não ficarem escapando toda hora.

Meinhas! Acredita que ficavam largas?! As enfermeiras diminuíam a largura das meias com esparadrapo para elas não ficarem escapando toda hora.

 

E por fim uma nossa <3

❤ E por fim uma nossa ❤

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Obrigada tia T.

Filho,

quando eu era pequena, uns 3 ou 4 anos, eu tinha uma professora de quem eu gostava muito. O nome dela era Jojô. Embora ela desse atenção para todos os meus coleguinhas de sala, nós tínhamos uma ligação diferente. Eu a adorava e ela em troca também me dava uma atenção especial.

Tenho pouquíssimas lembranças dela já que era bem pequena, mas curiosamente quando lembro desses momentos sou invadida por um carinho imenso. As boas vivências que tive naquele tempo ficaram gravadas no meu inconsciente e obviamente no meu coração.

A escolinha que eu frequentava na época tinha uma metodologia bem interessante. Seria pedagogia Waldorf, Motessoriana, Construtivista ou a simplicidade de escolinha básica? Não sei precisar (será que minha mãe lembra?). Mas, me lembro dos dias que passava no parquinho fazendo bolinha de sabão de cima da casinha de madeira, das rodas de atividades, das colagens, dos preguinhos onde pendurávamos nossas mochilas e lancheiras…

Outra memória marcante é de que houve uma época de visita à casa dos amigos. Não sei a periodicidade, mas de vez enquando a turminha toda visitava a casa de um amigo. Imagine a animação: comer na casa do coleguinha, conhecer seu quarto e seus animais de estimação, seus brinquedos e todo o universo de fora da escola.

Então um dia (não me lembro do motivo ou se o motivo foi apenas o carinho) minha professora Jojô me levou para conhecer a casa dela. Ela tinha um cachorro lindo de pelos dourados e rabo comprido chamado Mel. O tapete da sala era daqueles peludinhos que estava na moda na época (preocupação com rinite é coisa recente, gente). E lembro de ter lanchado sanduíche no pão de forma cortado em forma de triângulo! Foi sem dúvida um momento de profunda diversão e carinho. Tanto que eu me lembro até hoje após quase três décadas.

Tô contando essa história filho porque há poucos dias foi a sua vez de viver uma história parecida com essa em que o amor e a dedicação profissional foram quesitos maiores do que o retorno financeiro.

A convite da sua fisio T. fomos a casa dela para uma sessão na piscina (hidroterapia) que é uma excelente opção para o seu tratamento motor. Fomos recebidos com muito carinho pela tia T. e por toda a família que estava presente quando chegamos. A princípio você ficou sério e interessado em olhar o espaço. Mas, isso foi só até o Luke aparecer. O Luke é o cachorrinho da tia T. Você ficou encantado, filho. Olhou, sorriu, gritou, passou a mão e até beliscou (vergonha kkkk).

"Mãããeee, vamos entrar!"

“Mãããeee, vamos entrar!”

Pouco depois fomos para piscina e você, que ama água, ficou eufórico para entrar.Olhe essa foto. Não preciso explicar nada. Você brincou, brincou, brincou….até que cansou e começou a ficar choroso. Te dei banho e depois você se entregou ao sono todo relaxadão no colo da tia T.

Tudo isso aconteceu em três horas, filho. Mas, foram horas em que observei tudo com muita calma para poder te contar depois. Pra te dizer que você é querido por muitos e há seis meses também pela sua tia T. que acredita na sua capacidade e põe carinho e dedicação em cada alongamento, estímulo, posição. O que ela te dá vai muito além de uma simples terapia e, por isso talvez, você goste tanto quando a vê na porta de casa.

Por fim, queria lhe dizer que não é necessário/obrigatório/vital ter amor em tudo na nossa vida. A gente consegue levar os dias sem ele, mas não sem ficar um pouco mal humorado, ranzinza com coisas pequenas e um sem graça solitário. Você vai ter tempo para experimentar isso e eu espero que sua escolha seja sempre o de deixar a vida leve.

Pedro, aproveite todo o amor que recebe. Brinque com o Luke como eu brinquei com o Mel. Curta a sua tia T. como eu curti a minha Jojô.

………………………………..
Tia T.

Obrigada por todo carinho e empenho que tem com o Pedro. Eu sou realmente grata por todas as evoluções dele e por você acreditar e trabalhar os potenciais dele respeitando o tempo e as restrições motoras. Parabéns pelo profissionalismo e respeito, eu sei que não somos apenas cifrões!

Beijos,

Bia e Pedro.

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Bicicleta, filet mignon e paquera no mercado

Olha esse céu!

Olha esse céu!

Neste final de semana nós andamos de bicicleta, Pedro. Você adorou e a sua estreia no mundo das bikes foi acompanhada pelo papai, irmão e por mim. Eu imaginei que você ficaria quietinho sentado no meu colo (era um triciclo), mas que nada: quis ficar de pé segurando no ferrinho da frente e quando ultrapassávamos alguém você acompanhava com a cabeça e sorria para quem ficava para trás. Um lindo e simpático mini ciclista!

Foi bom sentir o sol e o ventinho no rosto não foi? O dia estava lindíssimo e quente. Céu azul com poucas nuvens bem branquinhas que atraíram muitas pessoas para o parque. Enquanto andávamos até o local onde alugamos as bikes você olhava para todas as direções e depois para mim e seu pai com o maior sorriso no rosto como se dissesse “vocês viram que legal?”.  Também ouvimos vários gritinhos e risadinhas. Você se divertiu tanto, filho.

Depois ainda passamos no shopping para jantar e eu, que achava que você ficaria irritado por já ter passado do seu horário de jantar e por estar suado, me surpreendi com você mais uma vez. Resmungou um pouquinho só até a comida chegar. Depois comeu comigo pedacinhos de filet mignon, arroz e polenta frita! Nhammmm….!

Passamos rapidinho no mercado só para pegar algumas coisas que estavam faltando e na fila do caixa você se encantou com uma menininha. Ela estava séria, mas você olhava para ela e sorria mostrando os seus 4 dentes. Ela permaneceu séria, embora não tenha desviado o olhar desde que te viu.  Você? Você continuou sorrindo e começou a balbuciar e bater com as mãozinhas no carrinho.

E eu pensei: “Mulheres!”. Kkkkkkkkkk

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A importância de registrar os momentos

Me lembro de mim ainda bem pequena olhando as fotos da família. Era um ritual que eu gostava de repetir constantemente e sempre que possível pedia para alguém pegar a sacola cheia de álbuns que ficava guardada na parte alta de um guarda-roupa do meu quarto. OU seja, a salvo de crianças curiosas.

Não sei bem porque gostava de ver fotos minhas de quando era um bebê se nem fazia tanto tempo assim que eu havia deixado de ser um. Kkkkkkkkk Mas, o fato intrigante é que eu achava interessante saber como tinham acontecido tais e tais momentos. Tem um álbum do batizado da minha irmã, por exemplo. Quem me conhece sabe que ela é seis anos mais velha que eu e, sendo a minha mãe uma católica praticante, eu não fui ao batizado dela que aconteceu pouco tempo após o nascimento! Mas, o registro está lá e eu pude ver minha avó novinha de tudo em um elegante vestido, vi o churrascão que rolou no quintal depois da cerimônia e constatei que ele estava lo-ta-do de amigos dos meus pais.

Me dava (ainda dá) uma ótima sensação rever os registros das viagens para a praia em que eu era uma menininha de maio da Hello Kitty torrada de sol, lambuzada de sorvete e no maior estilo “farofeira”. Tem foto minha e da minha irmã brincando de casinha, de escolinha com as bonecas, de apresentações de dança, do nosso único cachorro, dos natais em família, das formaturas (desde o ensino infantil)… Quantas boas lembranças da minha infância estão eternizadas em fotografias.

Já adolescente eu me divertia em ver meu pai com calça boca de sino, camisa aberta, sandália de tiras de couro e os cabelos cumpridos!! Minha mãe com cinturinha de pilão e brincos coloridos de plástico era um pitelzinho, gente. Tá na cara porque ela conquistou o japa charmoso de Ray-ban! Kkkkkkk

Mas, tentando manter o foco desse post depois de me perder um pouco em todas essas linhas….

Acho que a fotografia eterniza os momentos para que a gente possa ver com outros olhos depois. O tempo, esse senhor de destinos, trata de aplicar uma espécie de filtro que embaça as imagens e assim deixa menos visível aquilo que não era tão bom. Não é?

É tão comum olharmos para as fotos e sentirmos aquele calorzinho no coração, né? Seria vontade de reviver? É como se no inspirar do ar entrasse pelas nossas narinas a atmosfera daquele momento. O cérebro, em suas infinitas sinapses neuronais, avisa que tem algo diferente acontecendo. Sobe um nó na garganta, um piscar de olhos mais rápido acontece, um sorriso nos lábios se forma…e lá vem: a gente se emociona!

Foi o que aconteceu ontem a noite quando sem querer achamos uns vídeos do Pedro com poucos meses de idade. Gente, e não é verdade que eu tive um recém-nascido? (tóim) Poxa vida fiquei tão emocionada de ver o Pedro tão bebezinho. Eu já não me lembrava mais, juro! Não lembrava do quanto ele era pequenininho, das expressões específicas da idade, das roupinhas que ele já perdeu há tempos, da casa quase móveis…

Novamente tive a mesma sensação a qual relatei lá no início do texto de quando pegava as fotos de um passado até recente e me interessava por rever os detalhes. Me emocionei mesmo. Me dei conta do quanto é importante registrar os momentos porque com o tempo, e nem precisa ser tanto assim, a gente se esquece das coisas, dos detalhes, da graça de cada instante, fase, estágio.

Preciso registrar a infância do Pedro, e a nossa família, para que no futuro ele possa ver como foram esses dias…e rir das nossas roupas, cabelos, carro, claro!

dentes

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Tirando o pó [cof cof] e atualizando as conquistas do Pedro

Oi gentis! Eu sei, eu sei…tô sumida desse cantinho. Acontece que no meio do caminho tinha uma pedra recesso de fim de ano e depois férias curtinhas para aproveitar o filhotinho. Daí vocês sabem…full time com o Pedro e muita preguiça = blog sem atualizar.

Mas, cá estou eu. Ainda com poucas ideias para escrever o que está diretamente ligado ao fato de que tenho ficado pouco tempo com o Pedro. Passamos as primeiras horas da manhã juntos, mas saio para trabalhar e quando volto ele já está dormindo. Logo, aproveitamos mesmo só no final de semana.

Sem querer entrar muito na reflexão dos prós e contras de trabalhar fora com um filho ainda pequeno…eu digo que “sim, é doído passar tanto tempo longe dele durante cinco dias da semana e não ser a primeira a ver as descobertas que ele faz”. “Compensa?”, alguns me perguntam. Eu digo que é complexo pesar esse tipo de coisa.

 Se eu pensar apenas nos termos da maternidade com apego, infância consciente, e no tempo que não volta mais eu largaria tudo e ficaria somente cuidado do Pedro, o levando para ver o mundo e experimentar as delícias de ser criança. No entanto, eu preciso compor renda, eu gosto de trabalhar, me sentir útil, produzir…então, o que é mais importante?

 Parei de tentar eleger isto. Convivo com as duas situações (quase sempre) bem. Um dia ou outro me dá um aperto no coração quando vejo o quão rápido ele está se desenvolvendo. Logo mais não terei um bebê. Contudo, tenho a sorte de poder contar com a minha sogra que cuida e ama o Pedro durante o tempo em que estou fora.

 Procuro ver essa realidade como o copo meio cheio e não meio vazio. Meu filho é amado e bem cuidado, aprende a conviver com outras pessoas, come alimentos diferentes dos que tem em casa, é estimulado por mais pessoas do que se ficasse em casa comigo, ganha autonomia e enche de amor corações empedernidos (isso merece um post a parte. Me lembrem!). Ou seja…ser a primeira a ver as descobertas dele pode não ser tão importante assim, saca?

 Quando estamos juntos tento aproveitar ao máximo. Beijo, cheiro, mordo, faço cócegas, canto, reclamo, dou bronca, faço festa, durmo junto, preparo as comidinhas, brinco no banho, tiro sarro, observo cada detalhe e agradeço a Deus por ter me dado um filho cheio de saúde.

 Domingo à noite enquanto o colocava para dormir ele descobriu que a mamãe tem cílios. Veja só! Esticou o bracinho e ficou passando o mini (nhóóim) dedão nos meus cílios achando a coisa mais bacana do dia. E eu? Fiquei babando, claro!

 Enquanto ele descobria meus cílios eu mais uma vez me apaixonava por ele. O cabelinho que não sabe se fica liso ou enrola, os lábios carnudos iguais ao do pai, os olhinhos mestiços levemente puxados, o narizinho. Peguei na mãozinha…aquela coisa pequena com cinco mini dedinhos. Olhei cada um deles. Estiquei e encolhi. Estiquei e encolhi e novo. Pensei: “como pode ser tão perfeitinho?!”. (sim, eu após 1 ano e três meses, continuo me surpreendendo como na primeira vez que o vi).

 Todo esse texto para dizer que não é fácil trabalhar fora o dia todo. Sinto saudade. Contudo, percebi que nossos momentos ficam mais deliciosos quanto mais comprometida eu fico com ele. Então, não importa “tanto” a quantidade de tempo se quando eu estou com ele eu estiver por inteiro: partilhando, ensinando, divertindo….

 É isso, gentis! Espero aparecer mais por aqui. Ajudem a tirar o pó daqui também. Alguém tem alguma sugestão de tema para post? Beijos.

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 Pedro aos 15 meses (1 ano e três meses):

  •  Já tem os dois dentes centrais de baixo e os dois de cima já começaram a aparecer
  • Mede: 71 cm
  • Se arrasta pela casa
  • Reclama pedindo para sair se vê alguém perto da porta
  • Fica de pé apoiado nos móveis, mas precisa de supervisão para não cair
  • Descobriu que o reflexo no espelho é ele mesmo
  • Continua com muita cócegas
  • Adora biscoito de polvilho
  • É apaixonado por água. Não pode ver uma torneira ligada que já quer colocar a mãozinha
  • Tomou o primeiro banho de mangueira com o primo na casa do avô L.
  • Usa roupa G ou tamanho 1, mas o shorts ainda é P ou M (cinturinha de pilão desse garoto! Kkk)
  • Brinquedos favoritos: controle remoto da televisão, escova de dente, potinhos coloridos de empilhar
  • Música do momento: “Borboletinha, tá na cozinha, fazendo chocolate para a madrinha…”
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A mamãe e o Queen

A fase gostosa da criança gostar/se entreter com música chegou lá em casa. Engraçado que desde o nascimento dele eu tentava estabelecer o “vínculo cantarolante” que falam por aí ser suuuuper importante/legal/estimulante/fofo…só que não rolava. Era eu cantar e ele nem ligar. Chorava mais alto? Atacava tomates? Kkkk

Eu incorporava a Whitney Houston e ele nem ‘tchum’. Frustrante minha gente.

Até que um dia ele estava lá todo bravo por ter acabado a hora do banho e sem pensar comecei a cantar. “Piruuuuulííííííííto que bate bate. Piruuuuulííííííííto que já bateu. Quem gosta de mim é ela quem gosta delááá? Sou êêêêêuuuu”. E de repente vejo um sorriso sem vergonha naquela carinha redonda. Ponto pra mim!

Depois desse dia eu sempre canto para ele quando ele está resmungando ou vai começar a chorar de birra. É batata. Ele para e fica me olhando cantar. Às vezes sorri. Às vezes mexe a boquinha junto. Às vezes bate palma. Nhóóóiimm!!! ❤ ❤ ❤

Comecei a experimentar outras músicas tradicionais infantis e algumas da Galinha Pintadinha que ele a-do-ra e escuta no final das sessões de fisioterapia. Outro dia usei essa artimanha no carro. O trânsito de São Paulo estava daquele jeito e não tinha o que fazer. Estava tudo tão parado que eu não tinha nem como encostar o carro em algum ponto e tirá-lo um pouco da cadeirinha. Até porque, o conhecendo bem, se fizesse isso e depois pusesse de novo na cadeirinha ele ligaria o “modo choro” novamente.

Nove de Julho travada e bebê esgoelando no banco de trás.” Oh my God, me teletransporta para casa, pensei”. Quem já passou por essa situação sabe bem o que é ter um bebê chorando cada vez mais alto dentro do carro e você não ter o que fazer.

Faço a lista mentalmente:

  • ·         Fome: não acabou de tomar mamadeira
  • ·         Fralda: também está trocada
  • ·         Dor: ?
  • ·         Tédio/irritação: sim…do anda-pára de SP

“Filho, por favor, ajuda a mamãe. Não tem o que fazer. Ò escuta a música que legal.” E eu aumento o som do rádio.

“Buáááááááááááá´”.

Que agonia minha gente! Olho pra frente, pros lados, pra trás. Tudo parado. Nem um movimento há 7 minutos. Aaaaaaaaaaaaahhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhhh……..

“Buáááááááááááá´”.

 “Filho, olha, canta com a mamãe: “Piruuuuulííííííííto que bate bate. Piruuuuulííííííííto que já bateu. Quem gosta de mim é ela quem gosta delááá? Sou êêêêêuuuu”.

Ao final da cantiga: silêncio. Uns resmunguinhos de bebê. Mas, silêncio.

Será que encontrei um jeito? Será? Será? Será?

“Buáááááááááááááááá”.

E a mãe recomeça: “Pó pó pó pópó. Pópó pópópó. Quem é que tem um monte de pintinhas? É a Galinha Pintadinha. Quem é que tem a pena azulzinha? É a Galinha Pintadinha….”

Ao final da música: silêncio.

Sim, minha gente!  Ele parou de chorar e depois de umas 4 músicas o trânsito andou um pouquinho e eu conseguir fugir para uma rota alternativa. Ufaaa.

Depois de tal feito e vendo o velocímetro nos 60 km/h a música que veio a cabeça não foi a do pirulito, nem de galinha com pena azulzinha nenhuma, foi do Queen…..

“Weeeee are the champions my frieeeendsssss. And we’ll keeeep ooooon fighting Tiiilllllllll the eeeennnnd….”

Kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk…

 

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Mãe não sente preguiça, sente cansaço!

Pode perguntar para qualquer gestante ou mãe: você já fez alguma coisa completamente absurda depois que engravidou/pariu?

Tenho certeza que ela vai responder que sim e ainda vai te contar alguma coisa hilária, maluca, sem noção, engraçadíssima. Daquelas de doer a barriga de tanto rir e que vai te fazer pensar em  seguida “ai meu Deus, to preocupada com a segurança do baby fulaninha/fulaninho”.

Olha é cada uma que eu nem acredito quando leio/escuto. Eu chamo de insanidade gravídica, loucura materna! É fato que acontece alguma coisa com o cérebro feminino durante a gestação e depois dela. Ele fica meio burrinho, com um gigante déficit de atenção e obviamente meio tonto de sono. Durante a gravidez ainda é possível explicar os micos partindo do princípio que a culpa é dos hormônios. Mas, como explicar as insanidades no pós-parto?

Eu tenho uma convicção: os grandes vilões do pós-parto são com certeza o cansaço, a privação de sono, as mil e umas coisas para fazer num único dia. Lendo um post de outro blog (que aliás eu adoro) sobre essas insanidades maternas comecei a fazer minha listinha. Eu já…

  • ·         Saí com a blusa do avesso para trabalhar. Fiz todo o trajeto, entrei no prédio e só fui me dar conta do erro quando fui ao banheiro e me olhei no espelho. O bom é que você fica com vergonha, mas está lá sozinha para poder rir de si mesma
  • ·         Já tentei passar o Bilhete Único para SAIR do metrô
  • ·         Me arrumei toda para sair, peguei o Pedro, a malinha, a minha bolsa, o bebê conforto e quando chego na garagem me dou conta de que estava de chinelo. Tive que voltar tudo para colocar um sapato
  • ·         Guardei o azeite na geladeira. Estava cozinhando e precisava do tempero. Procurei no armário: nada. Procurei em outros locais: nada. Quando não tinha mais onde procurar abri a geladeira e TCHARÃ
  • ·         Já fiquei assustada ao olhar no tapetinho de atividades e não encontrá-lo. Suei frio de preocupação…daí lembrei que tinha colocado ele no berço. TÓIM!
  • ·         Outro dia tranquei a porta e esqueci a chave lá pendurada. Só me dei conta quando voltei para casa após deixá-lo na avó e revirei a bolsa tentando encontrá-la. Olhei para frente e lá estava ela penduradinha, fofinha me esperando (essa me preocupou)
  • ·         Já desci na garagem errada. Já tentei abrir a porta do apartamento de um andar que não era o meu…
  • ·         A mais recente foi jogar a bucha de lavar louça no lixo. A pessoa aqui lavou uma parte da louça e depois enxaguou. Faltavam mais dois potinhos e…”cadê a bucha?”. Minuto depois abro a tampa do lixinho da pia e lá estava ela: úmida, abandonada, desolada a amarelinha kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Eu não sei você, mas se eu fico sem dormir HÁ HÁ HÁ HÁ fico com a cara do fracasso! Fora a enorme falta de atenção e a incapacidade para lembrar palavras e organizar um diálogo coerente.  Minha mãe gosta de falar para os outros que quando eu estou com sono é melhor me deixar dormir se não quiser ser atropelado pelo meu mau humor.

Nem dá para comparar o cansaço que sinto hoje com o dos primeiros meses do Pedro em casa. O início é muito mais difícil por conta da amamentação na madrugada e das cólicas que te fazem acordar várias vezes durante o período em que você deveria estar descansando. Enquanto todos dormem você não dorme e enquanto todos trabalham você trabalha também…só que em casa. Enquanto o bebê dorme há uma casa para ser cuidada, um corpo (o seu, olhe só!) para ser alimentado e limpo. Então, enquanto o bebê dorme nós mães damos conta de todo o resto.

E com o retorno da licença maternidade você passa a ter dupla jornada. Por isso digo que depois de se tornar mãe não existe mais preguiça…é cansaço mesmo!! Preguiça é artigo de luxo para aqueles que podem escolher não fazer algo. Com mãe não tem essa. Você tem um mini ser dependendo de você para comer, dormir, tomar banho, beber água/leite/suco, se entreter…

Por isso, eu digo: nunca diga para uma mãe que ela está com preguiça. Ela está cansada isso sim! E, ah…ajudem as mamães e protejam os bebês! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

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Tenho um “engarrastinhador” em casa

O post de hoje é sobre a mais nova conquista do Pedro. Aconteceu de manhã enquanto eu colocava uma ordenzinha na casa e o deixei no tapetinho de atividades. Ele já vinha ensaiando há algum tempo, mas hoje decidiu que mostraria a mamãe mais um show de superação. Pedro começou a se arrastar, um pré engatinhar. Agora ele coloca os bracinhos para frente e puxa o corpinho para frente. (clique para ver)

Isso significa tanto pra mim. Sempre digo que o Pedro é o meu milagre, é a maior prova do amor de Deus por mim. É muito alegre vê-lo conquistando pouco a pouco sua autonomia, suas capacidades motoras, as aptidões de uma criança comum.

Além disso, o Pedro tem contrariado o que muitos profissionais da saúde rotularam como impossível ou pouco provável. Desde o seu nascimento ouvi o quanto era grave seu nascimento prematuro, como era grande a chance de ter sequelas, a constatação de que muito provavelmente o cérebro tinha sido afetado. Grandezas sempre inversamente proporcionais: o mal era sempre agigantado, o bom era sempre apequenado.

Contudo, seguimos confiantes. Por vezes vacilei e quase me deixei levar pela ideia de negatividade porque não é fácil. É uma rotina diária de exercícios, estímulos motores e visuais, que demora a mostrar resultados. Aliás, a mostrar resultados da forma como queremos. Pois, a ansiedade é grande e por nós ele teria andado logo no primeiro mês de fisio. Porém, não é assim. É preciso tempo. É preciso amadurecimento, dele e nosso.

Foi o próprio Pedro o responsável pela nossa insistência. Foi sempre ele que nos mostrou que não podíamos desacreditar. Algo que ele fez desde o seu nascimento quando lutou pela vida mesmo quando a maioria nos dizia “é muito difícil”; “é muito grave”; “é muito complicado”; “é pouco provável”.

Ao sinal do mínimo desânimo ele faz algo para nos mostrar que é capaz de mais: de fazer mais, de evoluir mais, de encher nossos corações com mais alegria e orgulho.

Filho, obrigada por ser assim lindo e ter os olhos mais brilhantes que já tive o prazer de conhecer. Você é o meu milagre, eu me orgulho muito de você. Estou feliz!!