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Ser mãe é…

HAHAHAHAHAHAHAHA...socorro!!!!

HAHAHAHAHAHAHAHA…socorro!!!!

…ouvir o filho resfriado espirrando no banco de trás enquanto você dirige e pensar: “E agora?”. Medo de olhar a situação pelo retrovisor kkkkkkk

 

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Ser mãe é…

…sair correndo de casa carregando filho, bolsa, mochila, fechar a porta, chamar o elevador e então olhar o que estava incomodando no decote. E para provar que a maternidade nunca deixa de nos surpreender (e de nos pregar peças!) você vê o que??

Um controle remoto! Isso mesmo minha gente. Um con-tro-le  re-mo-to! HAHAHAHAHAHAHAHAHAHA…

Na pressa de sair peguei o menino no colo e todas as tralhas que nos acompanham numa simples saída de casa e nem percebi o que ele estava segurando. Já na frente do elevador a força para segurar ele + as tralhas me fez perceber que tinha alguma coisa fazendo pressão no meu peito. Foi então que avistei o controle remoto. TÓIM!!   HAHAHAHAHA…

Dei risada, voltei, abri a porta e deixei o acompanhante intruso sobre a mesa. Ai ai…

risada

 

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Pedro insone

5:30 AM

“Abuuuuu”…..”Pfffffffff”…..”Atcheeeee”….

A mãe pensa imóvel na cama: “Filho, dorme. Tá muito cedo. Dorme mais um pouc…”

“Êti”…..”aaaÁÁÁÁh”…”Uhhhhhh”…

5:33 AM

A mãe suspira e olha para o berço. Um bebê feliz abre o maior sorriso enquanto segura na grade do berço e chacoalha tudo.

o.O

A mãe levanta, pega o filho, deita ele na cama ao lado dela e pensa: “Agora ele vai dormir mais um pouquinho”

O bebê vira, passa a mão no rosto da mãe, agita as perninhas, vira para o outro lado e para.

5h37 AM

“Parou. Vai dormir de novo. Que bo…”

“Eti” ….”Abúúúú”…”Mamamama”…

Bebê rola e senta na cama.

“Não, filho. Deita. Está escuro ó tá vendo. Tá na hora de dormir”

5h43 AM

Bebê fica quieto por alguns instantes. A mãe abre o olho com esperança.

“Tetetete”…

Mãe suspira.

“Fica quietinho aí. Vou pegar o tetê e já volto”

A mãe vai até a cozinha andando igual um zumbi, nem acende a luz e prepara a mamadeira. Volta para o quarto onde o filho se diverte tirando as meias.

“Olha, eu trouxe o tetê. Vamos deitar aqui do lado da mamãe.”

5h48 AM

A mãe ajeita o bebê de forma confortável. Cobre. Afofa o travesseiro. Ajuda a segurar a mamadeira com as próprias mãozinhas.

CHUP CHUP CHUP CHUP CHUP CHUP CHUP CHUP!!!!!

6h10 AM

Bebê solta a mamadeira já com os olhinhos fechados.

A mãe suspira de alivio e pensa: “Ai vai dar para dormir mais um pouquinho”.

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC……

A mãe abre os olhos e olha para o bebê que dorme profundamente. Ela se vira na cama e afofa o travesseiro.

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC……

A mãe se vira novamente e olha no relógio:  6h30

TIC TAC TIC TAC TIC TAC TIC TAC …..

“Puuffffffff”

6H31: a mãe desiste e levanta.

O.O

garfield_insonia

 

 

 

 

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O reencontro

acampamento

Gente, eu disse ontem. Eu digo sempre. Eu vou dizer hoje: eles crescem rápido demais!!!! kkkkkkkkkkkkkkkkk

É sério!! Deixei o menino com cinco dentes (e meio) na avó na segunda-feira e ontem quando fui buscar (por causa da minha mega gripe lembram?) ele estava com sete, S-E-T-E dentes. Como assim?!?! Em três dias o dente que estava nascendo terminou de nascer e surgiu mais um. Enorme, aliás. Daqueles grandões da parte de baixo para mastigar churrasco!! rsrsrs

Enfim, nosso reencontro foi tragicômico e cheio de saudade, baba, abraços e gritinhos. Quando nos viu chegando ele paralisou de pé no berço e fez beicinho. Beicinho que ele faz só quando vai começar a chorar. E aí fica um mistério: o que ele pensou? “Buááá acabou minha mamata na casa da vovó” ou “Buááá apareceram né, seus tratantes?! Agora eu também não quero mais ir com vocês” ?

Bem, nunca saberemos o que foi esse beicinho! É melhor nem pensar muito sobre o assunto kkkkkkkkkkkkkk

Peguei ele no colo e esmaguei, beijei e disse o quanto estava com saudade. E ele? Ele fingiu que não era com ele. Eu insistindo desesperadamente para ver se meu filho ainda me amava como mãe continuei a aproximação e em poucos minutos ele estava gargalhando escandalosamente no meu colo enquanto eu brincava com ele. Fez carinho no meu rosto, mexeu nos meus brincos, apertou meu nariz. Ufaaaaaa kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk….acho que dessa vez serei perdoada!

Esses três dias de “separação forçada” me mostraram que Pedro já é quase um adolescente! O rapaz dorme fora de casa em cama alheia e não tem alteração de sono ou apetite, não dá piti de saudade e nem pede para ligar para mãe. É minha gente…

Delícia de filho que eu tenho! rs

 

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Ser mãe é…

Além do “Pareço boa mãe” agora teremos a categoria “Ser mãe é”. A ideia surgiu depois que fiquei pensando nas situações inusitadas, engraçadas, catastróficas, melequentas pelas quais nós passamos depois de adentrar ao universo maternal!

Começo contando que hoje de manhã fui com o Pedro fazer uma triagem médica e enquanto esperava para ser atendida senti um quente no meu colo.

“Quente?!”

Levantei o Pedro do colo e…lá estava um molhado no meu colo: xixi! Sim, minha gente. A fralda vazou. Levantei com toda classe e disse “Ai meu Deus. Será que você tem um lugarzinho onde eu possa trocá-lo?”

Depois que a enfermeira fofa me levou até uma salinha eu, com aquela marquinha redonda de molhado na calça, disse: “Ai…que bom que foi foi só xixi, né?”

HAHAHAHAHA…

Ser mãe é sempre olhar o lado positivo da situação…mesmo quando melequenta.

xixi-nas-calcas

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Feliz dia das mães!

beijo

As minhas amigas costumam me perguntar como é ser mãe. E eu, que vivo essa realidade há apenas 2 anos, costumo ter a reação de ficar uns segundos em silêncio e começar a explicação com um sorriso seguido da expressão “Então…”.

Bem, até a data de hoje a melhor definição que eu tenho para a maternidade é: “ser mãe é algo muito doido”. Quem me conhece sabe que eu sou contrária àquela filosofia da maternidade cor de rosa porque eu levei uma porrada na cara da realidade quando fiquei grávida e quando o Pedro nasceu.

Mas, não falo só por mim. Isso seria muito egocêntrico e pouquíssimo confiável. Bastante superficial. Construí esse pensamento pelo que vi e ouvi de outras tantas mulheres: casadas, solteiras, com um ou vários filhos. Mulheres que se preparam para ser mãe ou não. Mulheres que tiveram, ou não, um pai para a criança dela .

Gosto de dizer que a maternidade é algo visceral porque te toma de tal forma que te leva aos extremos do que existe de bom e mal. O bom é que vale a pena! Juro!! Porque não há nada melhor que o Pedro. Porque não há nada tão ruim que o sorriso, a alegria e o bem-estar estampado no rosto do Pedro não consiga mudar em mim.

Ele me irrita quando não come e faz birra. Me tira do sério quando não quer dormir. Sinto vontade de picar em mil pedacinhos às vezes e vivo exausta. Mas é ele e só ele que me transforma e me encoraja, que me faz superar limitações, além de me fazer rir, me trazer de volta a doçura e me conectar com Deus.

E tem mais: acredito que a maternidade/paternidade nos deixa mais maleáveis com as coisas do dia-a-dia. Por exemplo: aprendemos, às vezes depois de dar muito murro em ponta de faca, que é impossível deixar a casa arrumadinha, impecável, decorada como ela costumava ser antes dos filhos. Adaptamos o Art Déco para um “Contemporâneo Experimental”. RS

Mas, tem mais: a gente suporta melhor a sujeira. Calma! A sujeira da roupa deles, quero dizer. Quando o Pedro começou a rolar e a se arrastar pelo chão tive uma fase crítica. Me dava “siricutico” ver aquela roupa ficando encardida. Até que dei por mim que a camiseta encardida era a prova viva da evolução cognitiva e motora do meu filho. Relaxei. Ou não haveria roupa suficiente nas gavetas.

E com esses exemplos ‘mequetrefes’, mas bem comuns na vida das mães, quero mostrar que eles nos transformam em pessoas melhores. É uma mudança de si mesma sem volta. Deixamos para trás o local que sempre habitamos, o nosso conforto e partimos para o desconhecido. (Para um habitat selvagem eu diria! HAHAHAHA…)

O mais interessante, intrigante, recompensador é perceber nos pequenos detalhes do dia-a-dia que, na verdade, são os filhos que ensinam mais aos pais.

Não se engane caro amigo! Você acha que está ensinando bons modos, andar de bicicleta e matemática? Que nada! Eles é que estão te dando uma segunda chance de rever seus atos de cidadania, te obrigando a ter hábitos mais saudáveis e finalmente te fazendo aprender que a ordem dos fatores não altera o produto.

Por isso, eu digo que “a maternidade é algo muito doido”. ‘Pramódi” ilustrar isso TUDO que eu falei acompanhem meus grifos e comentários na definição do Dicionário Michaelis:

“doi.do
adj 1 Que perdeu o uso da razão; alienado, louco. 2 Exaltado, temerário. (quem nunca? kkkk) 3 Extravagante. 4 Insensato. 5 Extraordinariamente afetuoso: Doido por crianças. 6 Arrebatado, entusiasta: Doido por música. 7 Muito contente. (porque eles nos enlouquecem, mas nos fazem contentes!! Contraditório né?! kkkkk) 8 Oposto à razão, à moderação, à prudência (falando de coisas): Pensamento doido. Corrida doida. Antôn (acepção 4): sensato, prudente.”

FELIZ DIA DAS MÃES para quem é mamãe, para quem será no futuro e para quem é “mãetia”, “mãevó”; “mãeirmã”…

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Muitos aprendizados numa madrugada só

Atchim, o personagem da Disney que tem rinite! rsrsrsrs

Atchim, o personagem da Disney que tem rinite! rsrsrsrs

Eram 2h30 da madrugada quando o Pedro resmungou no berço. Levantei para pegá-lo e foi só encostar nele para saber: “tá com febre”.

Tirei o excesso de roupa e o termômetro digital confirmou o que o meu termômetro materno já sabia: febre. 38,5º. Corre pegar o remédio, criança chorando, os olhos ardendo de sono. Olha a dosagem certa na bula, dá o remédio, deita a criança na cama e…ela vomita. Hunf.

E agora? Dá mais? Dá outro? Dá banho? Acorda o pediatra de madrugada?

Enquanto você troca a roupa de cama reza a Deus pedindo uma luz, lembra-se de tudo o que leu sobre essas situações e aconselha a si mesma dizendo “Você é a mãe dele. O conhece melhor que ninguém. Acalme-se e pense. Siga seu instinto”.

Medico. Tento acalmá-lo, mas meu colo parece incômodo. Papai pega e o embala pela casa. Escuto silêncio. O balancinho nos braços fortes o acalma. O deito na minha cama e fico olhando, observando os sinais do corpinho, escutando a respiração. Penso “Como a vida é frágil. Como nosso corpo é forte e a natureza é sábia. Está tudo funcionando bem”.

Velando o sono do Pedro lembro da minha mãe. Vejo flashes dela e da minha irmã me colocando no banho morno, me fazendo compressa de água com álcool na testa. Lembro da luz do ‘abaujur’ acesa, o barulhinho da fralda de pano sendo torcida para repousar na minha fronte e servir de apoio ao antitérmico.

Sou inundada pelo amor. Me sinto abençoada por ter recebido cada compressa dessas. Me sinto feliz por poder cuidar do meu filho, viver essa troca de cuidados, saber que estou ali zelando sua vidinha provendo conforto e refúgio.

Ele estende o bracinho e segura na mão do pai buscando segurança e para ter certeza da presença. Se mexe um pouco, vira para saber se também estou ali e adormece. Fico emocionada pela cumplicidade deles. Adormecemos.