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Da série: a escola

Comecei esse texto muitas vezes e em nenhuma consegui me expressar claramente. Certamente porque eu mesma estou confusa, com dúvidas e mais ansiosa do que gostaria sobre o assunto. São muitas questões para abordar e várias reflexões e ‘mimimi’ de mãe. Por isso, decidi separar os textos para não ficar tão bagunçado. Será que dá?  Bem, vamos lá. Esse é o primeiro post de uma série de…quantos forem necessários!!! kkkkkk

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Há algum tempo estou a procura da escola. Eu disse ‘da’. E não ‘de’. O que demonstra que não é qualquer escola, mas a escola do Pedro. Na listinha de prioridades coisas básicas como limpeza, organização, profissionais qualificados/habilitados/com amor pelo o que fazem, projeto pedagógico e estrutura segura e adaptada para os pequenos. (calma, já vou falar sobre esse meu sonho de escola que não existe! rs)

Nesse tempo de busca já deixei de lado algumas exigências iniciais desnecessárias (?) e fundamentadas na convicção de mãe de primeira viagem. A conclusão é de que não existe a escola perfeita. Sempre vai ter alguma coisinha “fora do tino”. Mas, pelo o que tenho visto há todo tipo de escola: escolinha, escola, escolão. Boa, ruim, péssima. Umas mais voltadas para o desenvolvimento da criança e outras que já pedem avaliação para alunos do maternal. Aliás, numa dessas eu ouvi “Nosso ensino é voltado para resultados…”. E eu já me senti pressionada pelo Pedro.

Tive problemas sérios com as operações matemáticas e a forma como isso foi resolvido tratado pela escola só me fez carregar essa defasagem e ser assombrada por ela até o vestibular. Logo, essa frase “Nosso ensino é voltado para resultados…” me fez recuar. Voltei a época do primário (ensino fundamental) quando eu não conseguia resolver a subtração “quando o número de cima era menor do que o de baixo.”

E a professora? Ela não sabia explicar. Ou entender. Em sua total falta de paciência com a única aluna incapaz de fazer a subtração, ela deu continuidade ao conteúdo. Ela não captou o meu problema:  eu não via o número de cima como uma dezena. Eu o via como um número simples do qual era impossível subtrair 9 de zero, por exemplo. (nessa fase ainda não aprendemos números negativos)

Enfim…aprendi com uma coleguinha de sala que me disse “O zero é como se fosse 10”. O nome dessa gênia de sete anos era Camila! “Onde quer que esteja: obrigada Camila, aprendi subtração com você!” kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Por essas e por muitas outras razões, acho a fase escolar muito importante na vida de um indivíduo e acredito que as experiências vividas nesse ambiente molde muito da nossa personalidade, da percepção do mundo, do respeito ao próximo, noção de cidadania e, claro, a qualidade do nosso conhecimento. Muito é responsabilidade da família, porém a realidade é que nossos filhos/netos/sobrinhos passam metade ou o dia todo na escola. 5…8….até 12 horas nesse ambiente absorvendo tudo o que acontece ali. Ou seja, você precisa confiar na escola, no ambiente, nas professoras e auxiliares, no projeto pedagógico.

Preciso de uma escola que, acima de tudo, ajude o Pedro a melhorar as habilidades e o incentive a conquistar novas aptidões sem o travar por medo de errar ou por demonstrar que não sabe. Não quero que o atropelem. Alguns me falam que ele saberá se virar e precisa dar conta do recado porque na vida nada nem ninguém espera você ficar pronto.

Verdade.

Mas, será que esse atropelo faz alguém ficar preparado ou se adaptar (do jeito que dá) para continuar a corrida? Eu me adaptei e passei a vida escolar de recuperação em matemática. Imagine no colegial…fui péssima em física. Passava vergonha, não entendia nada, me sentia totalmente incapaz. Eu sei…zero de física.

Por sorte, tive outros professores ótimos. Se eu era ruim em matemática…conseguia me sair muito bem nas disciplinas de humanas e até biológicas. Ter bons professores, e profissionais dedicados, garantiu minha autoestima acadêmica e me fez ser ainda melhor no que eu tinha habilidade.

Aham, senta lá Beatriz. Você quer uma escola que não existe! É…eu poderia dizer que sim.

Porém, o resumo desse post é: eu quero para o meu filho uma escola que o respeite, o ajude a melhorar suas habilidades já adquiridas e o incite ao novo!

lapis

(continua….)

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Te amo, Piriquito!

Filho,

só para você saber…

ontem te peguei no colo quando você já estava adormecido. Te peguei para colocar no berço e fui totalmente paralisada pela sua beleza, serenidade, inocência e confiança em mim. Olhinhos fechados, cílios perfeitos, sembrante de paz.

Fiquei um tempo com você no colo sentada na minha cama. Fiquei te olhando, vendo teus detalhes que eu já sei de cor e salteado. Ainda gastei um tempo sentindo teu calor, sua roupinha levemente úmida pelo verão tropical, cheirei seu cabelo e me senti grata pela tua vida! Grata por ser tua mãe.

Te amo, Piriquito.

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Brinquedos educativos e materiais recicláveis

Já comentei algumas vezes aqui no blog que o Pedro tem um atraso psicomotor por conta da prematuridade e, por isso, temos uma atenção especial com os estímulos sensoriais/de coordenação motora que damos a dele. Na verdade eu gostaria de fazer mais, mas admito que falta tempo e $.

Enfim, já me cobrei e me chateei muito por conta dessas “coisas a mais” que eu não faço ou não posso fazer por ele. Já vivenciei mais fortemente aquele velho clichê materno de sentir culpada, de achar que posso fazer mais e mais. Hoje estou na fase de aceitação de que mãe não é super heroína e tudo bem não dar contar de tudo. Ainda assim, de vez enquando o bichinho da cobrança faz eu me coçar. Bem, talvez isso seja positivo também…para não deixar eu me acomodar.

Enfim…sou dessas mãe que adoram ver a cria aprendendo coisas novas. O Pedro quando aprende alguma coisa nova é bombardeado com a minha repetição para ele fazer/falar de novo. Fazer o quê? É demais ver ele descobrindo o mundo. Ultimamente ando encantada com ele apontando as coisas e dizendo “Ó” com aquele tom de “Uauuuu, olha isso que legal!”.

Desde que começamos a fisioterapia sempre tentamos achar novas formas de estímulo, vivências sensoriais e motoras, além de atividades em que o Pedro se supere. Vira e mexe eu olho alguns sites que ensinam a criar situações, brincadeiras e brinquedos educativos. Mas, em prática mesmo eu coloquei poucas coisas. 1 – porque sempre faltava um material ou outro (tipo gliter!) e 2 – porque eu acabava demorando tanto que passava a vontade de montar o tal do brinquedo.

Mas, outro dia olhando uma página do Facebook sugerida por uma amiga terapeuta ocupacional (valeu Ge) achei umas ideias muito fáceis e interessantes. A maioria delas usava: tampinhas de garrafas, pote de sorvete, palitos de churrasco e só. OPA! Comecei a separar as tampinhas de todas as cores, pedi ajuda para minha mãe e também para a. Tia T. (fisio).

Adivinhem?

Tampinhas de refrigerante e caixa de Ferrero Rocher

Tampinhas de refrigerante e caixa de Ferrero Rocher

Ele ficou encantado com as tampinhas! Logo aprendeu a pegar, virar, girar, colocar e tirar de dentro dos potes e finalmente pudemos treinar as cores. Separando em grupinhos comecei a dizer o nome de cada cor e logo ele já sabia mostrar a cor quando pedíamos. As vezes ele ainda erra. Principalmente quando as cores começam com a mesma sílaba como VERmelho e VERde. Mas, na maioria das vezes ele acerta. A cor preferia é “axuul”.

Com as tampinhas também treinamos as funções de empilhar, enfileirar e rosquear. Já faz um tempo ele aprendeu a abrir garrafinhas. Pode parecer uma bobagem isso que estou contando. Mas, no caso do Pedro e de muitas crianças com atraso no desenvolvimento motor, essas pequenas conquistas são na verdade GRANDES aprendizados.

Aqui os puxadores permitem variar altura e lateralidade

Aqui os puxadores permitem variar altura e lateralidade

Outra atividade que elaborei com material reciclado foi a de encaixar. Usei o rolo de papelão (do papel toalha) e algumas pulseiras velhas minhas. Eu seguro o rolo e ele encaixa as pulseiras. Também uso os puxadores da gaveta da cômoda do quarto dele para diversificar altura, o tipo de encaixe e trabalhar a lateralidade.

Aprendi com essas experiências que, nem sempre, o brinquedo caro com luz e tecnologias mil é o que a criança mais gosta. Pedro tem alguns brinquedos caros da Chicco, Fisher Price, Bandeirantes. Mas, posso falar?! Ele brinca com eles poucos minutos por dia e depois prefere os carrinhos, a bola, a massinha e os livrinhos infantis. Ah, ultimamente ele também tem adorado abrir e fechar portas e gavetas. Além de tirar e guardar meus potes na cozinha.

É encantador perceber o quão rápido ele aprende as coisas. Mostro algumas vezes como faz e em poucos minutos ele está imitando, tentando até conseguir. Essas atividades também tem auxiliado o Pedro a manter a concentração. Como sempre foi muito agitado, ansioso, noto um pouco de dificuldade em manter o foco numa mesma função. Claro que tem a questão da idade…quando são muito pequenos as crianças não mantêm mesmo o foco por tempo prolongado. Mas, pelo sim pelo não…estamos trabalhando a atenção.

Bem, por hoje é só. Quis compartilhar com vocês essa parte da minha relação com o Pedro e também, quem sabe, dar ideias para vocês começarem a notar como objetos e materiais simples podem virar coisas legais . Vale tudo! Tem muita gente fazendo coisas muito bacanas e ganhando dinheiro com material reutilizado. Nem preciso comentar dos benefícios para o meio ambiente também, né?! Deem uma olhada nesses links: moda, decoração, brindes, brinquedos …

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Dicionário do Pedro – 2 anos e 2 meses

Abí ou Abiú = abrir ou abriu

Chou = fechou

Bíí = subir

Bôô = acabou ou desligou

Caííu – caiu

Tau = tchau

Aquíí = aqui

Papaíí ou paíí = pai

Êça = cabeça

Pé = pé

Uixx = luz

Au Au = cachorro

Uke = Luke, cachorrinho da fisio

Cá ou caô = carro

ÍÍtzaa = pizza

Peppa = a porquinha mais famosa do momento! rs

Coqui = Doki, desenho da Discovery Kids

Gaíínha = galinha. Raro ele falar, mas sai de vez enquando.

Fusca = fusca

Dinca = dinda

Tiu = tio

Ôô = vô

Pi = Fellipe (irmão)

Tete = mamadeira

Algo parecido com “igada” = obrigada.

Záá = já

Quinco = cinco

Dai = dez

Zuul = azul

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Os ciclos

Alguém alguma vez me disse que a vida é feita de ciclos! Nessa filosofia estaríamos sempre começando e encerrando etapas, nos aproximando e afastando de pessoas, chegando e deixando algum lugar, emprego,  cidade…num ciclo contínuo e infindável.

Na época achei a expressão bem didática e prática para explicar aqueles momentos de transição, mudança e transformação. Pensando um pouco acho que até poderíamos definir esses ciclos em : curtos, médios e longos. E talvez em easy (fácil) , medium (médio) e hard (difícil)! Quem sabe também em: superado, “marrô menos” e “carregarei pra vida toda”. rsrsrs

Brincadeiras a parte…há dois meses e uns quebrados encerrei um ciclo de 5 anos de trabalho no mesmo lugar. Tive que deixar amigos queridos para trás e junto com eles muitas lembranças e aprendizados. Vivi grandes momentos naquele lugar.  Cheguei ainda menina estudante e saí de lá mãe e profissional pós-graduada. Por sorte, sempre achei boas pessoas em meu caminho e confirmei a velha máxima de que colhemos aquilo que plantamos. Boas sementes resultam em ótima colheita! E eu lhes digo que colhi frutos primorosos.

Foi doído dar as costas no último dia. Eu chorei…é verdade! E quando voltei poucos dias depois para buscar alguns pertences me senti estranha naquele saguão enorme de entrada. Já não fazia mais parte dali. Dessa emoção surpresa, entendi que, de fato, aquela porta havia se fechado muito antes do final oficial. Eu só não tinha percebido. Engraçado analisar agora quando tudo já está diferente. Mas, a verdade é que eu já tinha encerrado aquele ciclo.

Por um mês e meio fiquei com o Pedro em casa. Dona de casa full time! Na primeira semana eu ainda me senti frustrada, deslocada, sem grande função. Mas, dia após dia, o Pedro e minhas novas funções me fizeram ver o quanto Deus é perfeito. Ele faz tudo certo. No tempo certo. Pendências de meses se resolveram. Muita coisa deslanchou e situações sobre as quais eu pensava o pior simplesmente foram brandas, controladas. Nada de bicho de 7 cabeças.

Já embalada por essa maré quase totalmente boa, e inundada pelo sentimento de gratidão, aprendi muito comigo mesma e descobri uma Beatriz diferente daquela que há um ano fazia o balancete de final de ano. Gostei do que vi e senti aquela leveza de saber que, embora nem tudo tenha sido realizado, tudo foi modificado!

Foi ótimo ficar com o Pedro e participar da rotina dele como eu não fazia desde a licença maternidade. Certamente fiquei ainda mais orgulhosa e babona. Me senti completamente grata por ser mãe dele, por ter a oportunidade de vê-lo crescendo, por ver que todo meu esforço (e cansaço) se justificam no amor que eu sinto por ele.

E nos 45 minutos do segundo tempo o meu final de 2014 mudou totalmente e eu voltei a trabalhar! Surpresas…devemos estar preparadas para elas.

Ufaaa…estava devendo uma passada por aqui. Há dias estou tentando postar, porém não quis publicar outros textos sem antes contar sobre as mudanças e o motivo do longo sumiço. Estava colocando as bagagens no lugar, acertando as velas do barco e me aconchegando no melhor lugar para curtir o que de melhor essa nova viagem me trouxer!

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Feliz aniversário Pedro!

É dia de bolo, brigadeiro e guaraná!!

É dia de bolo, brigadeiro e guaraná!!

Pedro,

filho! Luz da minha vida! Hoje é o seu dia…dia que se repete todos os anos em forma de aniversário para lembrar a mim o presente que ganhei da vida. Você é riso, você é doçura, é parte de mim, é vida crescendo.

Na sua certidão de nascimento está escrito que eu te dei à luz, mas às vezes penso que foi você quem me trouxe LUZ!

Depois de você eu sou outra. Sou “mamãe”, seu colo. Às vezes o motivo da sua birra, outras seu consolo. Mas, uma coisa é fato: sou toda sua. Obrigada pela oportunidade de vivenciar a maternidade e estar ao seu lado nessa caminhada. Conte comigo que com muito orgulho aprendo a andar também.

Procuro palavras para desejar-lhes as melhores coisas da vida e declarar o amor que tenho por ti. Entretanto, por mais que me esforce, vejo meu empenho sendo ineficaz. Por isso, recorri aos grandes e colhi esse poema de Antero de Quental que diz um pouco do muito que eu gostaria te de dizer hoje.
Feliz 2 anos!
Te amo!
Com amor,

Mamãe.

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“Se há nesta vida um Deus para os acasos,
Que pela humanidade o bem reparte
Que te dê da fortuna a melhor parte
Que venturas te dê, sem lei nem prazos.

Eu, de alegrias tenho os olhos rasos
de lágrimas, ao vir brindar-te
Quando vejo que até para saudar-te,
As flores se debruçam sobre os vasos.

O meu brinde é sumário, curto e breve
Se o nome que se quer, quando se escreve
Move-se a pena com traços ideais.

Um anjo como tu, quando se brinda
Tem-se a missão cumprida e a festa finda
Quebra-se a taça e não se bebe mais”

“Soneto de Homenagem”, de Antero Quental

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João, feliz aniversário!

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“João, dinda te ama do tamanho da árvore”, digo eu.

“Eu ti amo do tamanho do meio do telhado, Dinda”, diz ele.

“Então, eu te amo do tamanho de cima do telhado”, respondo.

“Ãããhhh…”, ele diz e fica pensativo. “Eu ti amo do tamanho da areia”, ele rebate tentando imitar quando eu digo que o amo igual ao número dos grãos de areia da praia.

❤ ❤ ❤ ❤

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João,

a Dinda te ama um tantão tão grande que nem os grãos de areia da praia são suficientes para comparar esse amor!

Eu torço por vocês todos os dias, mas o seu  aniversário é uma data em que todos nós celebramos a sua chegada na nossa vida! E sabe, nossos dias são muito mais alegres com você por perto!

Você é uma grande menino de (quase) três anos e nos contagia com o seu sorriso, com o som da sua risada e suas ‘tiradas’ sensacionais! Além do mais, você é menino muito esperto e nos surpreende todos os dias com seus aprendizados e artes.

Continue sendo esse menino doce e cheio de luz de Deus. Que o Papai do Céu sempre o proteja e encha de saúde.

Um beijo bem grandão, Dinda e Pepo.