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Feliz dia das mães!

beijo

As minhas amigas costumam me perguntar como é ser mãe. E eu, que vivo essa realidade há apenas 2 anos, costumo ter a reação de ficar uns segundos em silêncio e começar a explicação com um sorriso seguido da expressão “Então…”.

Bem, até a data de hoje a melhor definição que eu tenho para a maternidade é: “ser mãe é algo muito doido”. Quem me conhece sabe que eu sou contrária àquela filosofia da maternidade cor de rosa porque eu levei uma porrada na cara da realidade quando fiquei grávida e quando o Pedro nasceu.

Mas, não falo só por mim. Isso seria muito egocêntrico e pouquíssimo confiável. Bastante superficial. Construí esse pensamento pelo que vi e ouvi de outras tantas mulheres: casadas, solteiras, com um ou vários filhos. Mulheres que se preparam para ser mãe ou não. Mulheres que tiveram, ou não, um pai para a criança dela .

Gosto de dizer que a maternidade é algo visceral porque te toma de tal forma que te leva aos extremos do que existe de bom e mal. O bom é que vale a pena! Juro!! Porque não há nada melhor que o Pedro. Porque não há nada tão ruim que o sorriso, a alegria e o bem-estar estampado no rosto do Pedro não consiga mudar em mim.

Ele me irrita quando não come e faz birra. Me tira do sério quando não quer dormir. Sinto vontade de picar em mil pedacinhos às vezes e vivo exausta. Mas é ele e só ele que me transforma e me encoraja, que me faz superar limitações, além de me fazer rir, me trazer de volta a doçura e me conectar com Deus.

E tem mais: acredito que a maternidade/paternidade nos deixa mais maleáveis com as coisas do dia-a-dia. Por exemplo: aprendemos, às vezes depois de dar muito murro em ponta de faca, que é impossível deixar a casa arrumadinha, impecável, decorada como ela costumava ser antes dos filhos. Adaptamos o Art Déco para um “Contemporâneo Experimental”. RS

Mas, tem mais: a gente suporta melhor a sujeira. Calma! A sujeira da roupa deles, quero dizer. Quando o Pedro começou a rolar e a se arrastar pelo chão tive uma fase crítica. Me dava “siricutico” ver aquela roupa ficando encardida. Até que dei por mim que a camiseta encardida era a prova viva da evolução cognitiva e motora do meu filho. Relaxei. Ou não haveria roupa suficiente nas gavetas.

E com esses exemplos ‘mequetrefes’, mas bem comuns na vida das mães, quero mostrar que eles nos transformam em pessoas melhores. É uma mudança de si mesma sem volta. Deixamos para trás o local que sempre habitamos, o nosso conforto e partimos para o desconhecido. (Para um habitat selvagem eu diria! HAHAHAHA…)

O mais interessante, intrigante, recompensador é perceber nos pequenos detalhes do dia-a-dia que, na verdade, são os filhos que ensinam mais aos pais.

Não se engane caro amigo! Você acha que está ensinando bons modos, andar de bicicleta e matemática? Que nada! Eles é que estão te dando uma segunda chance de rever seus atos de cidadania, te obrigando a ter hábitos mais saudáveis e finalmente te fazendo aprender que a ordem dos fatores não altera o produto.

Por isso, eu digo que “a maternidade é algo muito doido”. ‘Pramódi” ilustrar isso TUDO que eu falei acompanhem meus grifos e comentários na definição do Dicionário Michaelis:

“doi.do
adj 1 Que perdeu o uso da razão; alienado, louco. 2 Exaltado, temerário. (quem nunca? kkkk) 3 Extravagante. 4 Insensato. 5 Extraordinariamente afetuoso: Doido por crianças. 6 Arrebatado, entusiasta: Doido por música. 7 Muito contente. (porque eles nos enlouquecem, mas nos fazem contentes!! Contraditório né?! kkkkk) 8 Oposto à razão, à moderação, à prudência (falando de coisas): Pensamento doido. Corrida doida. Antôn (acepção 4): sensato, prudente.”

FELIZ DIA DAS MÃES para quem é mamãe, para quem será no futuro e para quem é “mãetia”, “mãevó”; “mãeirmã”…