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Uma boa experiência de humanização

Semana passada fomos a um médico e chegando lá fomos muito bem recebidos pela secretária do consultório. Akemi é o nome dela.

Sentei com o Pedro na recepção e fiquei esperando a nossa vez. O médico atrasou um pouco e o Pedro começou a dar os primeiros sinais de irritação. Comecei a entretê-lo com o que tinha a minha volta e a Akemi começou a olhar para nós, fazer gracinha para o Pedro e logo já estávamos no balcão conversando com ela como se já tivéssemos nos visto muitas vezes.

Ela mostrou os carros para ele pela janela, pegou canetas e papel para desenhar com ele, fez barco chapéu e um menino de quimono em origami para o Pedro. Preciso dizer mais alguma coisa? Gente, ela fez origami para o meu filho que adora amassar papéis!! rs

Em questão de meia hora eu já sabia sobre como tinha sido a gestação dela, o casamento, a separação, a aprovação recente da filha em uma faculdade de arquitetura. Engraçado como nos damos bem logo de cara com algumas pessoas, né? Aquela história do santo bater. Fato é que me afeiçoei a senhora de 60 anos (dava no máximo 40, juro!), japonesa, maquiada e de colar de pérolas.

Saí de lá com a convicção de que humanização na saúde é, de fato, tudo! Ser atendida de forma respeitosa e atenciosa foi ótimo. Atendimento, aliás, que não foi apenas médico. Naqueles momentos em que estivemos no consultório fomos tratados com carinho, cuidado e prudência já que antes de entrar no consultório ela avisou o médico sobre o medo que o Pedro criou de pessoas com jaleco branco (exceto Tia Tammi). O doutor, por sua vez, mais do que prontamente aceitou o aviso e nos aguardou com roupa comum.

Numa época com tão pouca humanização na saúde, encontrar quem faça origami é mais do que ouro!

Olha que gracinha o origami de menino de quimono!

Olha que gracinha o origami de menino de quimono!