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O que foi que ele disse?

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Há algum tempo (um mês ou mais?) Pedro começou a treinar as sílabas. “Gu”; “angu”; “tititi”…vários barulhinhos em bebenês. Apesar dos estímulos virem de todos da família Pedro ficava mesmo era olhando com cara de curioso sem imitar nem uma palavrinha! Até que…

“Eu podia estar robâno (sic), eu podia estar matâno (sic)…”, mas estou aqui humildemente confidenciando que a primeira duplinha de sílabas que ele falou, e que tem significado para a família, foi :”Didi”. Com aquela boca fechadinha e os dentinhos aparecendo ele diz “Didi”: o apelido do meu cunhado. Pode gente? “Didi”.

Algumas pessoas me perguntaram se eu tinha a expectativa de que ele falasse primeiro ‘mamãe’. Juro que não. Eu sempre achei meio excesso, imposição, coisa chata esse negócio de ficar forçando a criança a falar tal coisa. E mais né: a criança fala primeiro o que é mais fácil para ela e também influenciada pela rotina que ela tem. Eu cogitava, por exemplo, que ele dissesse “vovó” antes de dizer “mamãe”. Afinal, ele passa o dia com a minha sogra que cuida e o ama enquanto eu estou no trabalho. Ou seja, sem grilo para mim. Ainda mais que meu cunhado é um tio super legal para o Pedro.

Já ouvimos algumas vezes uns “mãmãmã”. Mas, até então era sempre quando ele queria algo. Então, para gente não era um chamado por mim. Era apenas um resmungo.

No entanto, sábado passado eu estava lavando louça e o Pedro estava sentado no carrinho atrás de mim quando escuto “Mamã”. Olhei e ele estava olhando para mim. “Oi meu amor. É…eu sou a mamãe”. E ele sorriu.

Hoje de manhã aconteceu de novo. Enquanto eu dirigia até a minha sogra para deixá-lo eu ouvi “Mamã” e quando olhei pelo retrovisor aquela carinha redonda me olhava com um sorriso de 5 dentes!

Ai, gentchy! Derreti!!

Na terça-feira estava sentada com ele no sofá e ele começou a mexer na bolsa antiga dele (aquelas sacolas de bebê). Eu disse “A bolsa”. E ele repetiu “…olsa”. Com o mini dedo indicador apontou para a girafa estampada na bolsa. “A girafa, filho”. E ele novamente repetiu: “…afa”.

A primeira palavra que o meu sobrinho falou foi “arte”. E a do bebê de vocês, netos, sobrinhos?