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Pedro o companheiro

Oi filho! Essa semana está sendo tão corrida. Estou chegando em casa todo dia depois das 21h. O lado bom é que está sendo uma semana muito produtiva pra mim, embora esteja muito cansada. Ontem a noite me senti culpada por estar passando menos tempo (do já escasso) com você. Porém, me dei uma bronca e disse a mim mesma que resolvendo as questões estou, de certa forma, também beneficiando você.

Não vejo a hora de chegar o fim de semana para ficarmos juntos. Sinto saudade de você. Sinto falta de sentir seu cheiro. Sinto por não ver instantaneamente as coisas novas que você aprende todos os dias. O bom é que quando chego em casa ainda te pego acordado e embalamos uma conversa em português e bebenês. Te coloco na cama e falamos sobre o seu dia. Tão fofinho você agitando as perninhas e os bracinhos enquanto conversa!

Faz um tempo já que tenho observado que você é um grande companheiro! Um grande (de 61 cm rsrsrs) e um bom companheiro. Quando estou com você em casa parecesse que você preenche tudo, mas acho que é mesmo o meu coração! Outro dia você dormiu na sua avó e eu e seu pai ficamos perdidos sem você. Acha que dormimos até mais tarde? Nada. O sono passou. A casa estava silenciosa demais. Achamos até estranho sermos só nós dois de volta como na época do namoro. Senti que faltava algo. E eu achando que nunca sentiria isso…

Adoro ficar deitada com você fazendo preguiça na cama, vê-lo mamando, te ensinar a pegar os brinquedos, ver sua cara de curioso ao ficar de barriga para baixo. Faço cócegas para ouvir seus gritinhos. Dou beijos barulhentos na sua bochecha. Seguro na sua mão depois que adormece. Mordo seu pé. Dou beijo de esquimó. Faço danças malucas para te ver sorrindo. Te coloco “ao meu lado” enquanto cozinho e as vezes prefere isso a ficar na sala vendo desenho…

São tantas coisas, filho. Coisas que só um companheirinho de 61 cm pode me propocionar! Te amo.

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