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Tenho um “engarrastinhador” em casa

O post de hoje é sobre a mais nova conquista do Pedro. Aconteceu de manhã enquanto eu colocava uma ordenzinha na casa e o deixei no tapetinho de atividades. Ele já vinha ensaiando há algum tempo, mas hoje decidiu que mostraria a mamãe mais um show de superação. Pedro começou a se arrastar, um pré engatinhar. Agora ele coloca os bracinhos para frente e puxa o corpinho para frente. (clique para ver)

Isso significa tanto pra mim. Sempre digo que o Pedro é o meu milagre, é a maior prova do amor de Deus por mim. É muito alegre vê-lo conquistando pouco a pouco sua autonomia, suas capacidades motoras, as aptidões de uma criança comum.

Além disso, o Pedro tem contrariado o que muitos profissionais da saúde rotularam como impossível ou pouco provável. Desde o seu nascimento ouvi o quanto era grave seu nascimento prematuro, como era grande a chance de ter sequelas, a constatação de que muito provavelmente o cérebro tinha sido afetado. Grandezas sempre inversamente proporcionais: o mal era sempre agigantado, o bom era sempre apequenado.

Contudo, seguimos confiantes. Por vezes vacilei e quase me deixei levar pela ideia de negatividade porque não é fácil. É uma rotina diária de exercícios, estímulos motores e visuais, que demora a mostrar resultados. Aliás, a mostrar resultados da forma como queremos. Pois, a ansiedade é grande e por nós ele teria andado logo no primeiro mês de fisio. Porém, não é assim. É preciso tempo. É preciso amadurecimento, dele e nosso.

Foi o próprio Pedro o responsável pela nossa insistência. Foi sempre ele que nos mostrou que não podíamos desacreditar. Algo que ele fez desde o seu nascimento quando lutou pela vida mesmo quando a maioria nos dizia “é muito difícil”; “é muito grave”; “é muito complicado”; “é pouco provável”.

Ao sinal do mínimo desânimo ele faz algo para nos mostrar que é capaz de mais: de fazer mais, de evoluir mais, de encher nossos corações com mais alegria e orgulho.

Filho, obrigada por ser assim lindo e ter os olhos mais brilhantes que já tive o prazer de conhecer. Você é o meu milagre, eu me orgulho muito de você. Estou feliz!!

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Sobre não estar preparada para colocá-lo no quarto dele

Há uns meses eu venho pensando que já é tempo de colocar o Pedro, e seu berço, no quarto dele. Ensaiei comprar uma babá eletrônica para ficar mais segura, mas ainda não consegui fazer a mudança. Comecei a listar mentalmente os motivos do por que não. Alguns são até razoáveis como o medo dele engasgar, o rolar que ainda não acontece toda vez que ele tenta, a mania dele de gostar de dormir com a coberta sobre o rosto…

Na realidade ele já aprendeu a rolar sozinho, porém não consegue fazer isso sempre que quer. Então fico naquela dele não conseguir se virar (nos dois sentidos da palavra). Estando ali no meu quarto fico atenta a qualquer barulhinho, respiração diferente. Sento na cama e já consigo ver se está descoberto ou se o cobertor cobriu o rostinho. Prático. Seguro. Ou justificativas para mim mesma?!

Eu acho que são as duas coisas. De tempo em tempo alguém me pergunta quando vou colocá-lo no quarto dele. Antes eu ficava com um pouco de vergonha, buscava alguma maneira de explicar. Mas, agora assumi a verdade de que ainda não estou pronta. Talvez seja um pouco de trauma ainda dos tempos de UTI. Talvez seja o cordão umbilical que ainda não cortei. Talvez seja a forma de ficar mais tempo junto durante uma semana tão corrida.

E a reflexão segue…oh, Lord! Essa coisa de ser mãe é beemmmm mais complexa. Na próxima vida quero ser pai. Mentira! rsrsrsrs

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Fofurice do dia

Hoje a mamãe aqui deixou o Pedro no tapete de atividades enquanto tomava café da manhã com o papai. Da mesa de jantar conseguimos vê-lo no quarto e assim podemos comer com tranquilidade ao mesmo tempo em que conseguimos vigiá-lo! Terminamos o café e eu fui guardar as coisas na geladeira. Na volta olhei para o quarto e…..CADÊ O PEDRO? Gente não vi o menino. Corri até o quarto e lá estava o Pedro: fora do tapete, perto da parede e mexendo num brinquedo com os pézinhos. Posso com isso? Isso que ele ainda não engatinha. Pensa só no que está por vir.

Oin….filho minhoca do meu coração! rs

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Minha mãe já dizia e eu achava chato 2

Minha mãe (e pai) dizia que de um dia para o outro os filhos crescem. Eu ficava pensando “Aiii de um dia para o outro nada. Anos e mais anos. Já não sou criança há tanto tempo e bla bla bla”. Sempre naquele tom audacioso de piveta infantil egoísta que acha que entende muito da vida e que na verdade não sabe nada. Mas, tudo bem. A vida ensina (e em alguns momentos te coloca pra ajoelhar no milho kkkkkkk).

A cada dia percebo menos de bebê no Pedro e mais de criança. Por conta da prematuridade todo o desenvolvimento dele tem sido mais lento se comparado com uma criança nascida no tempo normal (38-40 semanas de gestação). Porém, devagarzinho (ou nem tanto assim) ele tem mostrado que em pouco tempo não teremos mais um bebê em casa. Mas, um menino. Um sapeca. Um curioso ligado no 220v!

Nas últimas duas semanas essa transformação chamou mais minha atenção. Comecei a perceber que enquanto mama ele não cabe mais confortavelmente no colo. Suas pernas ficam pra fora do colo e se estou na poltrona os pezinhos ficam empurrando o braço dela. Tá comprido meu menino. Escuto isso dos outros e faço as contas que me apontam um crescimento de 34 cm desde o nascimento. Caramba…mais que uma régua em um ano. Simulei com as mãos menos 30 e poucos centímetros em cima do corpinho dele e “Meu Deus como ele nasceu pequeno”. Ainda me surpreendo…incrível! rs

Outro indício é que o dentinho despontou. No fim da semana passada era só um pontinho branco perceptível só pra mim com olhar biônico de mãe. Entretanto, ontem de manhã ele abriu o sorriso habitual de quando vou pegá-lo no berço e tcharan: temos um dentão. Agora está lá para quem quiser ver. Uma semaninha só…

Pedro também começou a reclamar com sílabas. Fica bravo e diz “dá-dá-dá-dá” com entonação de “não estou gostando nadinha disso”. Não me seguro e rio da carinha dele, da sobrancelha franzida, da audácia de reclamar ainda tão novinho.

Ele também aprendeu a comer o biscoito de polvilho inteiro. Antes o finalzinho ficava preso dentro da mãozinha, ele choramingava e nós tínhamos que terminar de dar o biscoito para ele. Até que um belo dia dei o biscoito e fui terminar de lavar a louça. Quando olhei de volta percebi que não tinha nenhum pedacinho caído no cadeirão, nem embaixo dele, nem entre as perninhas. “Ué, você comeu tudo filho?”. Fiquei naquela dúvida. Dei outro e observei. Pois é…Pedro aprendeu a abrir a mão e enfiar o restinho na boca. Assim, de um dia para o outro. Orgulho!

A prova mais linda (será?) de que tenho um moço em casa é que agora quando está de barriga para baixo começou a enfiar a carinha no colchão/tapete, dobrar a perninha, levantar o bumbum e se arrastar pra frente. Siiimmmmm….um treino para engatinhar! É muito amor para o meu coração, gente.

Ah, e como pude esquecer: Pedro bate palma agora. Faz até barulho. Clap Clap clap várias vezes por dia, hora, meia hora. E eu que não sou boba passo o dia cantando “parabéns pra você, nesta data querida…”. kkkkkkkkkkk

Daí que…outro dia nasceu o Pedro e agora ele vai fazer um ano. “Mar géntem” o que foi que aconteceu que ele cresceu de um dia para o outro? Taí…minha mãe bem que dizia e eu achava chato! Kkkkkkkkkkk