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Do que eu quero pra você e a nossa riqueza

Lembra filho de quando eu disse que os pais querem muitas coisas para os filhos? Então, seguindo esse pensamento tem uma lista de coisas que eu gostaria de te ensinar ou de ter pelo menos a chance de te fazer experimentar.

Uma delas é como quero que você viaje, conheça lugares, pessoas, realidades. Por que já pensou como a vida é curta para fazer tudo o que se tem vontade? Sim, porque temos que conseguir aliar dinheiro, tempo, companhia, oportunidade, disposição. E conciliar tudo isso nem sempre é rápido.

Desejo filho que você goste de sentir o vento no rosto, que goste do sol te deixando suado em uma caminhada, do sal do mar na boca, das estrelas para encher o olhar. Que você tenha bons amigos para viajar com eles. É tão gostoso, filho. Dizem que a gente só conhece alguém a fundo depois que viaja com ela. Tenho na minha memória momentos incríveis com as minhas amigas.

Há tanta coisa bonita para se ver. Há tantas sensações para conhecer. Há tanta vida para se viver…

Espero que você saiba apreciar a lua com uma garota bacana, que aprenda a respeitar os animais, que tente acertar, mas se errar saiba pedir desculpas. A vida é curta para vivermos com ressentimentos ou mal estar com alguém.

Desejo ainda que você seja aquele cara bacana, de bem com a vida e deteste o mau humor. As vezes é a gente que torna o problema grande, sabe?! Uma olhadinha ao redor nos faz perceber como somos tolos por ficarmos emburrados.

Seu irmão outro dia no auge da sabedoria de seus 11 anos me falou uma coisa que me fez achá-lo um carinha ainda mais legal (e esperto). Eu disse para ele em tom de brincadeira “Ah, isso que dá ser pobre. Se tivesse nascido rica…”. E ele “Não. A gente não é pobre. Somos ricos!”. É isso mesmo. Não temos a conta do banco cheia de dinheiro, mas temos uma riqueza imensa em casa tendo um a ou outro. Rindo juntos, comendo espetinho de churrasco feito pelo seu pai e brincando de pula-pula no colchão inflável.

O resto…o resto são coisas que precisam de empenho, trabalho e perseverança.

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“Família ê, família ah, família!”

Quando o despertador tocou hoje de manhã eu pensei “Ai…tem que ir trabalhar mesmo?!”. O pensamento de “É óbvio” me botou de pé. Olhei pro berço e um bebê bochechudo dormia tranquiiiiiilo que deu inveja!

Troquei de roupa, arrumei a cama, escovei os dentes e nada do filhotinho acordar. Que dó de acordá-lo! Hunf. Resolvi abrir a janela do quarto. Fui olhar de novo no berço e lá estava ele com a sobrancelha franzida piscando os olhinhos rápidos por causa da claridade. Tadinho. Tava tão gostoso dormir, mas…bora pra fisioterapia, filho! Alonga, estica, dobra, vira.

Pronto. Vamos para a segunda etapa do dia. Corre pra deixar o filho na avó. Volta correndo para trocar de roupa e sair pro trabalho. No meio do caminho vai fazendo umas ligações. E recebe a ligação da avó dizendo que você se lembrou dos brinquedos, da roupa, do cobertorzinho, do suco, do carrinho….MAS, esqueceu de deixar a lata de leite. TÓIM! Bem que eu disse para o marido ontem a noite que estava com a sensação de estar esquecendo alguma coisa.

Ufa, chego no trabalho e “Qual era a lista de pendências para hoje mesmo?”.

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O fim de semana foi uma delícia. O sol deu as caras aqui em São Paulo e fez os dois dias de descanso serem com menos casacos e meias e mais de janelas abertas e passeios ao ar livre.

A vontade de fazer alguma coisa diferente já habitava o meu coração há tempos. Começamos a cogitar algo na quinta-feira, mas era preciso esperar para ver se o tempo ia firmar mesmo e também se não surgiria nenhum ‘imprevisto’ como um freela ‘salva-finanças’!  Nada no horizonte?! Passeio confirmado.

Sábado amanheceu lindo e começou com um chafariz de xixi do Pedro na hora da troca de fralda. Eu e o pai decidimos dar banho logo de uma vez e já deixá-lo pronto para o passeio. Arruma malinha daqui, faz papinha, espera todo mundo se ajeitar e lá fomos nós para o centro histórico de Santana do Parnaíba.

Eu já conhecia, mas foi uma delícia andar pelas ruas calminhas com o Pedro e almoçar num restaurante delícia que tem lá. Provei suco de laranja com graviola (muito bom!) e tiramos algumas fotos. O que, aliás, foi legal porque o Pedro só tinha foto dentro de casa (!!) até agora. Ele ficou maravilhado quando parei o carrinho embaixo de uma árvore.

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Ontem eu completei um ano de casada! Estranhei ao perceber como tudo mudou tanto em tão pouco tempo. Um ano é relativamente pouco para todas as mudanças que ocorreram. Mudanças físicas, emocionais, de estado civil, de emprego, de casa.

Às vezes a vida vai correndo e só quando chegamos a um lugar totalmente estranho nos damos conta de que andamos muito sem nem perceber. Daí lembramos do trajeto, das paisagens, das pessoas que encontramos, do que deixamos para trás.

Com certeza minha vida mudou muito. Achou que mudou toda na verdade. Não tenho tempo para mim, cozinho todos os dias, durmo pouco, fico com o corpo dolorido, limpo casa, passo roupa…faço todas as tarefas de uma dona de casa. Tem dias que o cansaço me aperta de tal forma que quase esmaga meu lado lógico/prático e me dá vontade de chorar. Mas, daí vem as recompensas.

O carinho do marido. O sorriso banguela do filho. A amizade do enteado. A preguiça em família no sofá com todo mundo amontoado nesse frio…e passa. Passa porque ter família é especial. Dá um trabalhão, às vezes “torra o saco”, só que eu não troco a minha. Com certeza eu teria uma vida muito mais fácil e calma sem eles, mas sem dúvida seria menos completa.