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Aprendendo com as crianças

Eu sou muito feliz sendo mãe. O tempo todo? Não, of course. A maternidade tem um lado B bem grande. Mas, eu sou muito feliz por ter o Pedro como filho, por aprender tanto, por receber tanto amor dele e poder me doar. É sempre uma troca mútua e intensa a nossa relação de mãe e filho!

Penso muito sobre como ensinar, educar e, ao mesmo tempo, manter a espontaneidade do Pedro impondo limites. Oh, God! É desafio  para a vida toda. Acho que é uma eterna tentativa de acerto e erro. Vamos testando. Se dá certo ótimo! Se sai errado lá vamos nós queimar tutano para buscar uma nova forma.

Mas, a verdade que o dia a dia tem me mostrado é que os filhos ensinam muito ao pais. Talvez até mais. Quando temos filhos temos a chance de aprender tudo de novo, sabe? De ver a vida com outros olhos. De repensar se aquilo que temos como verdade absoluta é de fato nosso ou nos foi ensinado através dos anos.

Nesses quase dois anos de vidinha o Pedro me ensinou demais sobre paciência, resiliência, fé, amor, maternidade, responsabilidade, empoderamento, autoconfiança, humildade…tanta coisa. Mas, tanta. E ontem ele me ensinou mais.

Enquanto me afastava do portão da casa da minha sogra consegui ver o Pedro no colo do meu sogro. Acenei, mandei beijo, abanei as mãos fazendo tchau. De repente vi o rosto do Pedro se iluminar de alegria. Uma alegria esfuziante, uma animação expressada por sorrisos e bater de palmas. Foi então que percebi que ele olhava para o final da rua onde o caminhão de gás entrava tocando aquela musiquinha clássica conhecida por quem morou em bairros de periferia ou cidades pequenas.

Achei engraçada a cena. Dei risada do Pedro porque nunca vi alguém tão feliz com o caminhão do gás! Nem dona de casa com o almoço pela metade fica feliz daquele jeito! kkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkkk

Fui trabalhar com a lembrança dele sorrindo e batendo palminhas. Por fim, aprendi mais uma: a vida é muito mais leve quando damos valor as pequeníssimas coisas do cotidiano. Se você aprende a ser feliz nas situações simples, não precisa de um grande acontecimento para se sentir animado.

Ah, e o seu bom humor (ou a falta dele) pode contagiar os outros! #ficadica

carinhas

“Deleite-se no Senhor, e ele atenderá aos desejos do seu coração” – Salmos 37:4

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Pedro o companheiro

Oi filho! Essa semana está sendo tão corrida. Estou chegando em casa todo dia depois das 21h. O lado bom é que está sendo uma semana muito produtiva pra mim, embora esteja muito cansada. Ontem a noite me senti culpada por estar passando menos tempo (do já escasso) com você. Porém, me dei uma bronca e disse a mim mesma que resolvendo as questões estou, de certa forma, também beneficiando você.

Não vejo a hora de chegar o fim de semana para ficarmos juntos. Sinto saudade de você. Sinto falta de sentir seu cheiro. Sinto por não ver instantaneamente as coisas novas que você aprende todos os dias. O bom é que quando chego em casa ainda te pego acordado e embalamos uma conversa em português e bebenês. Te coloco na cama e falamos sobre o seu dia. Tão fofinho você agitando as perninhas e os bracinhos enquanto conversa!

Faz um tempo já que tenho observado que você é um grande companheiro! Um grande (de 61 cm rsrsrs) e um bom companheiro. Quando estou com você em casa parecesse que você preenche tudo, mas acho que é mesmo o meu coração! Outro dia você dormiu na sua avó e eu e seu pai ficamos perdidos sem você. Acha que dormimos até mais tarde? Nada. O sono passou. A casa estava silenciosa demais. Achamos até estranho sermos só nós dois de volta como na época do namoro. Senti que faltava algo. E eu achando que nunca sentiria isso…

Adoro ficar deitada com você fazendo preguiça na cama, vê-lo mamando, te ensinar a pegar os brinquedos, ver sua cara de curioso ao ficar de barriga para baixo. Faço cócegas para ouvir seus gritinhos. Dou beijos barulhentos na sua bochecha. Seguro na sua mão depois que adormece. Mordo seu pé. Dou beijo de esquimó. Faço danças malucas para te ver sorrindo. Te coloco “ao meu lado” enquanto cozinho e as vezes prefere isso a ficar na sala vendo desenho…

São tantas coisas, filho. Coisas que só um companheirinho de 61 cm pode me propocionar! Te amo.